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Vamos atirar uma bomba ao destino

Não somos de nos contentar com o que o destino reserva para nós. Sonhamos alto e frequentemente caminhamos fora da estrada.

«Eu sei.»

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«Eu sei». «Eu sei» é aquela expressão simples de ser dita e difícil de ser aceite. Pode ser dita com a melhor das intenções, com o propósito de ajudar e, no entanto, ser uma bomba pronta a explodir quando interpretada pelo ouvinte.

O que é «Eu sei»? O que vale um «Eu sei»? Será que sabemos de verdade? Ainda que tenhamos a intenção de ajudar, afirmando que, também nós já passamos pelo mesmo. Mas vale de quê? como podemos afirmar que, efetivamente, sabemos o que o outro sente? como tudo se processa na sua cabeça? Não podemos! Infelizmente, não podemos. Só podemos tentar perceber como a pessoa se está a sentir.

Em tempos, foi a expressão mais provocadora e insensível de todas as frases bonitas que me disseram. Sentia o «Eu sei» como uma forma de ridicularizarem o que eu estava a sentir, como se me estivessem a chamar de infantil.

A verdade é que de boas intenções está o mundo cheio e ele ainda não mudou nadinha ou muito pouco. Com isto, quero apenas alertar para o poder das palavras (mais uma vez). Elas podem começar uma guerra como podem desfazê-la.

Um «Imagino o que estas a sentir.» acabaria por não ser tão agressivo, uma vez que a pessoa tentar colocar-se na nossa posição, dá-se ao trabalho de nos tentar perceber e de nos ajudar dentro das suas possibilidades. Por mais que tenhamos experienciado situações difíceis, parece-me que não é correto generalizar e encarar a dor dos outros como inferior e supérflua.

O português é um idioma complexo, que tem de ser muito bem interpretado para não cairmos em perfeita desgraça mas, pelo contrário, fazermo-nos compreender por todos de modo a atingir os nossos objetivos.

Muito CUIDADO. Especialmente para mim, que sou muitas vezes instigada pelo meu lado mais emocional e impulsivo. É da única coisa que «Eu sei»!

 

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