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Vamos atirar uma bomba ao destino

Não somos de nos contentar com o que o destino reserva para nós. Sonhamos alto e frequentemente caminhamos fora da estrada.

Faltam 2 minutos e meio

O Doomsday Clock, ou o Relógio do Apocalipse em português, é um relógio simbólico que representa a contagem decrescente para a meia-noite, uma analogia de uma possível guerra nuclear. Foi iniciado em 1947, durante a Guerra Fria, por Martyl Langsdorf e desde então é controlado pelo Bulletin of the Atomic Scientists. É alvo de avaliação todos os anos, avança ou retrocede, de acordo com os problemas do mundo e com o que está a acontecer.

Desde a sua criação, o mais próximo que o Relógio já esteve da meia-noite foi em 1953, quando os Estados Unidos da América e a União Soviética fizeram testes a armas termonuclear, o Mundo estava a uns meros dois minutos da guerra nuclear. Trinta e oito anos depois, em 1991, devido à desagregação da União Soviética e à assinatura, por parte das duas grandes potências, de um tratado para a redução do arsenal, encontrava-mo-nos a uns seguros 17 minutos da ''hora negra'', foi o mais afastado que os ponteiros já se encontraram da meia-noite.

Nesta última avaliação, dia 26 de janeiro, o Bulletin colocou o relógio a 2 minutos e meio das 00:00. Segundo o Observador:

A decisão, tomada por dois comités de cientistas com quinze vencedores de prémios Nobel, foi justificada com o aumento dos nacionalismos extremistas, os comentários do novo presidente dos Estados Unidos em relação às armas nucleares e às alterações climáticas, a insegurança global criada pelas tecnologias cada vez mais sofisticadas e o desrespeito crescente pelo conhecimento científico. Outra justificação dada pelos coordenadores do relógio é a modernização e o aumento do arsenal nuclear de guerra pelas super-potências e a tensa comunicação entre os Estados Unidos e a Rússia, que têm 90% desse arsenal.

E porque é que estamos tão próximos de uma guerra nuclear?

Se quiserem saber, este artigo do Observador está excelente, dêm uma vista de olhos!
(uma amostrasinha...)

(...) alguns especialistas defendem que a redução das emissões de dióxido de carbono seria mais facilmente conseguida se usássemos com mais afinco a energia nuclear, mas o número crescente de reatores nucleares, e a quantidade de urânio enriquecido e de plutónio de que eles dependem, seria como escancarar a porta para o desenvolvimento dos arsenais nucleares. “Só que, se não reduzirmos essas emissões, certos recursos naturais como a água fresca poderiam tornar-se mais escassos, levando a conflitos que podiam culminar em guerra, possivelmente com uso de armas nucleares”, explica a organização. “Não nos podemos dar ao luxo de enfrentar uma ameaça sem abordar a outra.

 

Sou uma optimista, mas estamos no limbo... 

 

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