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Vamos atirar uma bomba ao destino

Não somos de nos contentar com o que o destino reserva para nós. Sonhamos alto e frequentemente caminhamos fora da estrada.

Laura Palmer - Capítulo 14

Recap: Depois de um primeiro dia cheio de pripécias, Laura, Mateus, Valentina, Rita, Daniel, Lourenço, David e André iniciam o segundo dia de forma calma e sem acontecimentos, com a aula do professor Martim, História. No intervalo, outra aluna junta-se ao grupo: Carolina, colega de dormitórios das raparigas, e curiosa. Valentina acaba por contar a sua história e revela ao grupo a razão da sua relação pouco amigável.

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CAPÍTULO 14

No caminho de volta para o edifício, alguns iam em silêncio, com expressões pensativas *tosse* Mateus *tosse* e outros iam dizendo algumas palavras feias sobre Marta *tosse* David *tosse*.

Caminhava perto o suficiente de David para ouvir o que ele dizia a dar uns sorrisos de vez em quando e perto o suficiente de Mateus para ser perturbada pelo seu sossego.

- Moeda pelos teus pensamentos?- perguntei-lhe. Uma expressão de confusão formou-se na sua face. - É uma expressão inglesa. ''Penny for your thoughts?''. Quando querem perguntar no que a outra pessoa pensa, oferecem uma moeda.

- Esatava a pensar na Marte e sobre... uh... ontem...

- Mateus--

- Assustei-me, okay?! Pensei que não ias ser capaz de te acalmar. Não sabia o que ía nos teus pensamentos naquele momento. Fiquei com medo...

Medo de??

- Mateus, tudo bem, já passou. Vou fazer o possível e o impossível para que não volte a acontecer. Não te preocupes! - tentei reconfotá-lo, mas ía mesmo?!

Quer sim, quer não, acho que as minhas palavras fizeram efeito, Mateus sorriu, um pequeno, cheio de mágoa, mas um sorriso.

- Só... não... não te aproximes dela... - ele murmurou, fixando o chão com algum embaraço.

Well, não o sensuro por fazê-lo!

- Eu sei e consigo defender-me dela!

- Eu sei que sim, mas ela o jogo emocional Laura... 

Ele ía dizer algo mais, mas acabou por não o fazer.

Are you worried or something?

- Se estás à espera que te diga que nunca mais lhe dirijo a palavra ou que nunca mais olho na direção dela, Mateus, não o vou fazer! 

- Mas ela não te faz bem!

A esta alura da nossa discussão, estavamos já parados no meio do pátio, quase ninguém à nossa volta.

Mateus estava calmo, ou pelo menos parecia, eu nem tanto...

- O que não me faz bem é vê-la perto de ti! - Oops! - Ou-- Ou da Val, ou da Rita ou do Daniel, ou de qualquer um de vocês!

- Nos sabemos defender-nos.

- Claro que sim, o Francisco com certeza também sabia, e olha! - quase lhe gritei. As minhas mãos termiam.

Oh no!

- Laura, calma... 

Oh No!

Mateus segurava a minha mão.

OH no!

Mateus deu um passo na minha direção.

OH NO!

- Laura...

- Estou bem, estou bem, vamos... vamos porque não quero atrasar-me logo na segunda aula!

Turns out, a nossa professora de MACS era daquelas que chega atrasada e não se importa muito com o resto desde que lhe paguem o que lhe devem, então nós entramos, sentamo-nos, presentamo-nos e depois mandou-nos fazem uns exercícios.

Algures durante a entrada perguntei a Carolina se podia ficar com ela.

Sim, estou a fugir de Mateus.

Não, não está a resultar. 

Mateus sentou-se atrás de nós, sozinho. Ainda não o ouvi mexer, e tenho uma audição bem apurada.

- Laura, Laura eu não percebo isto... - Carolina soava frustrada, mas a sua expressão era de irritação.

- Calma, é só um exercício! - disse, com uma pequena gargalhada.

- Já fiz essa coisa três vezes, das três vezes estava mal... Ajuda-me!

Li o problema. Duas. Três. Quatro vezes. 

O ano passado não foi o meu melhor ano em MACS...

- Espera... - disse para Carolina, virando-me depois para trás - Mateus?! 

Os seus olhos cinzentos, que brilhavam impossívelmente imenso, fixaram os meus enquanto ele acababa de escrever algo.

- Sim?!

- Uh... Uh, já fuzeste o exercício 7?

Focus, focus Laura!

- Já, é super fácil!

Wow!

- Então explica, porque acho que aquilo está em chinês!

Deu uma gargalhada e depois explicou.

- Claro, mas isto é canja!

- Vês! - Mateus disse com uma gargalhada.

Expliquei a Carolina, a sua frustração e irritação desapareceram e ainda recorremos a Mateus mais alguma vezes.

Hell, além de greek-god e simpático ainda é inteligente... Realmente, Deus distribuíu qualidades de forma bem injusta...

Espanhol passou a correr, o Señor Benítez era bastante engraçado!

- VAMOS A COMER! - disse Mateus em espanhol enquanto saíamos da sala.

Nesse momento, acho que me esqueci de como se respira...