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Vamos atirar uma bomba ao destino

Não somos de nos contentar com o que o destino reserva para nós. Sonhamos alto e frequentemente caminhamos fora da estrada.

Laura Palmer - Capítulo 15

No último capítulo...

Mateus: - Só... não... não te aproximes da Marta...

Laura: - Se estás à espera que te diga que nunca mais lhe dirijo a palavra ou que nunca mais olho na direção dela, Mateus, não o vou fazer!

Mateus: - Mas ela não te faz bem!

Laura: - O que não me faz bem é vê-la perto de ti!

Mateus deu um paço na diração de Laura.

Laura: - [...] vamos...

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CAPÍTULO 15 

Tínhamos arroz de frango e um prato qualquer de peixe que não me pareceu grande coisa, tínhamos gelatina e maçãs, trouxe ambas, tínhamos sopa, qualquer coisa verde, também levei.

- O teu metabolismo deve ser realmente rápido para conseguires pôr tanta comida no estômago e continuares com esse corpo de modelo! - Mateus disse sem olhar diretamente para mim.

- Foi só impressão minha ou disseste algo parecido com o eu ser hot?! 

So smooth Laura, so smooth...

Mateus olhou para mim durante alguns segundos em completo silêncio:

- Duh! 

O meu coração saltou um batimento, os meus pulmões ficaram contraídos durante mais tempo que o normal, tenho quase a certeza que o meu cérebro também sofreu um curto-circuito momentâneo, o meu sangue foi posteriormente impulsionado para todas e cada uma das célula do meu corpo, resultando inevitávelmente no ênfase das minhas bochechas.

A MINHA CRUSH ACHA QUE EU SOU HOT?!

Mateus já estava longe quando voltei à realidade depois de sofrer um pequeno meltdown devido às suas palavras.

ISTO É BLASFÉMIA!

Atrás de mim Rita olhava-me com olhos esbugalhados à espera de uma reação:

- Estas a dormir ou quê?

ISTO É A PERSONIFICAÇÃO DO CÉU!

- Uh- Uh...

OH. MY. GOD.

OH. MY.

- Terra chama Laura! Olá?! - Ela cantarolou estalando os dedos à minha frente.

OH.

OH!

OOOOHH!!

- Siim, sim, estou aqui! Estou acordada!

- Não me parece... Acho que estás mais para a Mateus-ó-landya do que no planeta Terra! O que é que ele te disse para te deixar nesse êxtase?! - Rita sorria, um sorriso um pouco maléfico, um pequeno brilho nos seus olhos enquanto esperava pela minha resposta. 

- Eeh... Nada... Nada, nada, aí pára com isso! Pára!

Rita deu uma gargalhada. Estavamos a chegar à mesa, e eu rezava para que ninguém tocasse mais no assunto!

Não podiam!

Mateus tinha-se, e eu demorei a percebê-lo, odeio confessá-lo, e recrimino pensá-lo, tornado o meu ponto fraco.

Ok, não. Não, eu não confessei isto! Não. NÃO!

Ok, mas isto não quer dizer nada!

Eles são meus amigos, temos a Marta, claro que que preocupo com eles!

E o Mateus têm-me ajudado imenso, claro que sinto algo especial por ele!

Claro que--

- Laura?

- Hã? - respondi, olhando para todos eles, sem saber quem me tinha chamado.

- Nunca estás atenta durante o almoço, o teu cérebro desliga por causa da comida é?! - esta foi Valentina.

Cortesia dos cometários do teu amigo Mateus!

- Óbvio! Comida é a melhor coisa do mundo!

Rita, que estava sentada ao meu lado, ria e batia no meu braço com o cotovelo.

O nosso almoço resumiu-se em animadas conversas sobre tópicos alteratórios nas quais eu tentava participar ativamente para conseguir ignorar o mais possível os sussurros momentanêos da Rita ao meu ouvido sobre Mateus e o meu estranho comportamento e também as trocas de olhares com Mateus, que faziam o meu estomâgo das cambalhotas.

A conversa pós-almoço não durou muito, a campainha tocou e nós encaminhamo-nos para a aula de inglês.

Como tinha prometido a Matias, em inglês ficamos na mesma mesa, apesar de na primeira aula não fazermos grande coisa, e de ele até não se safar assim tão mal.

Acabei por lhe explicar o porquê do inglês ser tão simples para mim.

- Isso quer dizer que vais frequentemente passar férias aos Estados Unidos? - os seus olhos brilhavam.

- Sim!

- Qual zona?

- San Francisco.

- Awsome! - aquele sorriso de orelha a orelha com a pequena covinha iluminava a sua expressão.

God I could watch that smile all day and I wouldn't get tired...

- Sempre quis ir a São Francisco! - ele completou.

What the hell am I tinking?!

- Se um dia fores, diz-me e eu faço-te uma roadtrip pela cidade! - respondi-lhe com uma gargalhada.

- Combinado! 

Inglês passou demasiado depressa, principalmente porque o período seguinte e último do dia era Ed. Física.

- Uuuh odeio! - resmunguei para comigo mesma, as restantes raparigas partilhavam o meu estado de espírito.

- EDUCAÇÃO FÍSICA!!! - os rapazes cantarolavam ao apanharem-nos no caminho para o ginásio.

- Raparigas em roupas curtas e apertadas!!! - um deles disse, alto o suficiente para todo o corredor ouvir.

Penso que foi o Lourenço que o disse, aposto que todos o pensavam.

Nós, as raparigas entreolhamo-nos!

- Suor em todo o lado, e gargantas secas, que sexy! - quase gritei eu também, com uma falsa excitação.

Demasiado forçada, aliás, porque todos eles riram.

O primeiro dia seguiu a regra de todos os primeiros dias, não fizemos grande coisa, mas estavamos mortos!

 

✵ ✵ ✵ ✵

 

Este capítulo está uma desgraça, efeito da minha imaginação, ou a falta dela...

Quer dizer, os nadadores olímpicos também não ajudam propriamente, mas a culpa é maioritariamente da minha falta de imaginação.

Vou deixar-vos, aproveitem e bebam muita água.

Love y'all 

 

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