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Vamos atirar uma bomba ao destino

Não somos de nos contentar com o que o destino reserva para nós. Sonhamos alto e frequentemente caminhamos fora da estrada.

Laura Palmer - Capítulo 17

 

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C A P Í T U L O  1 7

Mateus POV

Tinhamos estado o jantar todo a falar de futebol, e as raparigas ficaram chateadas. Para as compensar, decidimos ir buscá-las ao dormitório para irmos dar uma volta pelo jardim antes do toque do recolher.

Quando chegamos, estavam à porta a rapariga que costuma estar com a Marta e um rapaz, supostamente o namorado, ou algum amigo.

A rapariga abriu a porta para chamar a Marta, e o Lourenço pediu-lhe para chamar também as raparigas. Elas vieram, primeiro Marta, que se dirigiu aos seus amigos, não sem antes demorar o olhar em nós, depois vieram as nossas raparigas, Val, que ainda vinha a amarrar o burro e que começou logo a disparatar com Lourenço, depois Rita, Carolina, e Laura.

Laura.

Por alguma razão apeteceu-me abraça-la. Sería estranho; eu achava estranho, ela iría achar estranho. Talvez um pouco mais que estranho...

Só nos tinhamos abraçado uma vez, na noite anterior, depois do pequeno acontecimento. Mas vê-la ali, tão confortável, tão sorridente e tão à vontade, mesmo com Marta, ao lado dela, deixou-me, de alguma forma, orgulhoso!

Mas ela ía achar estranho...

E se ela se afastasse?!

E se ela disse-se não?!

Ía ser a vergonha da minha vida...

Marta olhava-nos, o seu olhar saltava entre mim, Laura e o rapaz, sempre com um sorriso, que não me agradava particularmente.

Ah, que se lixe!

Um pésinho à frente do outro, acabei por chegar perto de Laura e sem esperar, para não correr o risco de mudar de ideias, abracei-a.

Laura não estava à espera, como suspeitava.

Talvez tenha sido essa a razão do seu tropeção. Ela tropeçou, não sei em quê, de forma muito discreta, mas ela tropeçou, e por causa disso os seus braços agarraram-se ao meu pescoço com tanta vontade.

E eu gostei.

Afinal não foi estranho.

Afinal estavamos à vontade.

Laura ria.

E depois já não.

Depois estava rígida, séria. Já não me abraçava, estava simplesmente a agarrar-se a mim.

- Laura, está tudo bem? - murmurei.

Ela não respondeu. Afastei-me, para poder olhar para ela, mas o seu olhar fixava um ponto atrás de mim.

Fixava o rapaz.

E os seus olhos não o largavam.

E os olhos dele não a largavam.

 

____

É pequenino, mas deixo assim porque acabei de ser informada que há um jantar de familia e eu tenho de ir lá ocupar espaço...

Amanhã trago-vos um bónus.