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Vamos atirar uma bomba ao destino

Não somos de nos contentar com o que o destino reserva para nós. Sonhamos alto e frequentemente caminhamos fora da estrada.

Laura Palmer - Capítulo 19

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C A P Í T U L O  1 9

Na manhã seguinte, Laura e Rita martirizaram-me para que lhes contasse o que tinha acontecido para eu e Mateus termos desaparecido na noite anterior.

Acabei por lhes dizer que a primeira semana me deixava um pouco stressada e que não me tinha sentido bem. Elas, embora me parecesse terem ficado um pouco desconfiadas, não perguntaram mais nada. Provavelmente convencidas que algo de mais "caliente", digamos assim, se tenha passado...

Durante o resto da semana, eu e Mateus mal falamos, tirando pequenas conversar sobre assuntos alteratórios ou sobre as aulas. E também não houve mais maratonas de choro.

 

Hoje é sábado. A primeira semana já terminou, e no primeiro fim de semana só eu, Mateus, Rita, André e David é que ficamos. Estávamos, há quase uma hora e meia, sentados na mesa do pequeno-almoço, a brincar com a comida que não comemos.

- O que vamos nós fazer, aqui, sozinhos, durante dois dias?! - pergunto David.

- Bem, podes sentar-te ali nos pufs do bar e ficar uma tarde inteira a ver os videos do TraceUrban que o nosso querido colégio passa em replay.- respondi-lhe, sem deixar os restos da minha maçã.

À volta da mesa ouviram-se algumas manifestações de desagrado como pfff's, nhéé's e pequenos suspiros.

- Bem que podiam arranjar-nos um salão de jogos... - comentou Mateus.

E, no segundo seguinte, André saltou na cadeira, batendo no braço de Mateus, ao de leve, mas cheio de entusiasmo:

- HÁ! HÁ! Há um salão de jogos! Não se lembram, no dia em que chegamos, que o diretor falou ali no bar?!

Não lembráva-mos, não tinhamos prestado muuuita atenção...

- Ele disse que havia um!

- Onde? - perguntamos os quatro em unissono.

- Pois... isso já não sei!

 

Quando nos apercebêmos estávamos, feitos tontos, à procura do salão de jogos, perdidos algures entre todos aqueles corredores desconhecidos.

Já perdi a conta tanto ao número de salas em que entramos, como aquelas em que não entramos, por estarem trancadas. E nestas, particularmente, perdi a conta ao número de cenários que David imaginou que essas portas escondiam.

- Nesta eles fazem experiências com químicos perigosos.

- E radioativos!

- Não me parece, o corredor anterior era de salas que são útilizadas e se eles de facto têm uma sala onde fazem ''experiências com químicos perigosos'', essa deve estar mais escondida...

Depois de esta explicação ter sido ignorada com sucesso, nenhum de nós se deu ao trabalho de explicar o porquê dos cenários de David, e posteriormente de todos nós, serem improváveis.

Quando já estavamos nos corredores só metade iluminados, onde a maioria das portas estava trancada, deparamo-nos com uma em tudo igual às outras, exceto que abria, mas não abria!

- Está presa! - disse Mateus, que já por três vezes fechara a porta e tentara voltar a abrir.

- Posso? - perguntei.

Todos eles olharam para mim admirados e confusos.

- Não me digas que tens um super-poder escondido e que essa super poder é a super-força...!

- Uuuh... não?! Ajudem-me aqui.

Os cinco empurramos a porta e conseguimos abri-la o suficiente para perceber que o problema não era da fechadura, como alguém sujerira, e sim da algo que, por dentro, bloquava a porta, impossibilitando a sua abertura.

- Temos de abrir o suficiente para eu poder entrar e tirar o que está lá atrás. 

- Uuh... Acho que não devias entrar aí Laura... Não sabemos o que lá pode estar...

- A porta estava aberta Mateus, com certeza não é nada de especial. Não te preocupes.

Empurramos, e cerca de 15 minutos depois, havia finalmente o espaço necessário para eu passar.

E uma vez lá dentro, com a ajuda da lanterna do meu telemóvel, vi finalmente a pequena coleção de grandes carpetes que estavam atrás da porta.

- SÃO CARPETES! - gritei lá para fora - ALGUMAS, ENORMES E BASTANTE PESADAS, PARECE-ME!

Procurei um interruptor e depois fiz o que pude para tirar, pelo menos, algumas delas. Entretanto André entrou também e ajudou-me com as restantes.

Vimo-nos então dentro de uma espécie de arrecadação, cheia de caixas de papelão, móveis antigos, e muitas, muuitas outras tralhas.

- Que lixeira... - comentou Rita.

De facto, os poucos móveis estavam cheios de pó e havia algumas teias de aranha.

Mateus olhou para toda a sala e de uma volta repentina sobre si mesmo, olhou para nós:

- Vocês lembram-se do Lourenço ter falado de econtrar salas secretas?

- ENCONTRAMOS! - gritei.

- Deixa os meninos virem do seu fim de semana... temos uma surpresa bem suja para eles! - foi a piada da Rita, seguidas das nossas gargalhadas.

 

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This is late, again....

Tenho a dizer em minha defesa que desta vez a culpa foi da Mi por estar constantemente a mandar-me testes a que eu não conseguia resistir e da TV porque, simplesmente não se faz passar um thriller com o Ashton Kutcher seguido de uma daquelas comédias da Big Momma's House! Eu perco o controlo sobre mim mesma com filmes destes ok cadeias televisivas?! Ok!

Bom fim de semana <3