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Vamos atirar uma bomba ao destino

Não somos de nos contentar com o que o destino reserva para nós. Sonhamos alto e frequentemente caminhamos fora da estrada.

Laura Plamer - Capítulo 25

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ATENÇÃO! Capítulo extremamente cliché ugh

 

L A U R A   P A L M E R

Capítulo 25

 

A minha história chocou-os a todos, os rapazes ofereceram porrada, as raparigas prometeram não me largar um único segundo que fosse, Mateus não parecia estar realmente ali.

A nossa relação parece o jogo do toca e foge: há alturas em que estamos ótimos, parece que nos conhecemos há anos, noutras mal nos falamos, como se não nos suportasse-mos. Não o vi sorrir uma única vez durante todo o dia, e segundo a Valentina, same goes for me...

AAAAAAAAH, crushes!

- Laura?? LAAAAUUURAAA? Alô!

- Terra chama Laura!

- O que foi? - quase grite.

- Calma! Só para avisar que daqui a pouco essa viagem pelo universo paralelo vai entornar a sopa toda para cima de ti! - respondeu Val. - Por acaso encontraste o Mateus na tua viagem, é que ele também não parece estar por cá!

- Não estou a viajar coisa nenhuma... Aaah, a sopa não sabe muito bem...

- Come a massa, a massa está super boa! - recomendou Daniel. Sorri.

André estalou os dedos em frente de Mateus, o que o levou a protestar:

- hÃÃÃÃ???

- Meu Deus, vocês hoje estão irritadiços! - comentou David. - O que foi, vá, digam lá? Qual de vós é que traiu o outro?

Não foi, de facto, o comentário mais feliz do David, pelo menos para nós... Apesar de se terem ouvido uns risinhos, Mateus revirou os olhos e saiu da mesa, eu fiquei bastante desconfortável, tanto com o comentário como com a reação do Mateus...

ERA DESNECESSÁRIO!!

- Oops... Parece que me estiquei...

* * * * * * * *

Depois de jantar a Rita convidou-me para ir com eles para a cave, mas não estava com vontade, foi um dia demasiado longo!

- Ok, mas vai já para o dormitório, o Miguel pode aparecer e...

- Sim, eu sei. Não te preocupes.

Eles foram para um lado, e eu fui para o outro...

... e depois para o outro.

Ás vezes sou um bocado burra. Ás vezes parece que tenho um death wish. 

Eh, não deixa de ser verdade...

Vou apostar no jardim, e vou rezar para que esteja certa...

O céu estava escuro, as nuvens tapavam as estrelas, a única fonte de luz eram os candeeiros do pátio, que estavam excessivamente espaçados. Soprava um brisa fresca. 

Olhei à volta, na esperança de encontrar uma figura masculina por perto. Não estava no muro da entrada, nem nos bancos mais próximos. Dirigi-me para os lados da floresta e, de facto, mais próximo das árvores do que do edifício estava ele.

Aproximei-me e sentei-me sem falar.

WHY THE HELL DID YOU LEFT LIKE THAT?!, apetecia-me gritar-lhe, mas não o ia fazer. O ar frio na minha cara e nos meus braços nus ajudava a que me acalmasse.

- Não devias estar aqui, o Miguel pode aparecer... - ele disse finalmente após alguns minutos de silêncio.

- Não estou sozinha... - foi uma resposta demasido rápida...

Ficamos em silêncio durante mais alguns minutos, nem sequer olhávamos um para o outro.

- Está-

- Porque é que saíste assim do refeitório? - disse, interrompendo-o.

Mateus olhou para mim durante alguns segundos, em silêncio.

- O que é que mudou desde ontem à noite? Desde esta manhã aliás!

Ele estava frio.

Também, eu mereço-o!

- Eu vou-me embora Mateus! - disse, quase gritei aliás, num tom demasiado frustrado.

- E então Laura?! - aproximou-se, também ele frustrado - Achas que vais resolver alguma coisa afastando-te de mim? Achas que vou ter menos saudades tuas porque de repente decidiste tratar-me como se não me conhecesses, como se me odiasses?

- Eu não te odeio Mateus... Não consigo odiar-te...

- Então não me afastes, porra!

- Eu não me quero ir embora Mateus...

Havia alturas em que me sentia tão pequena, tão frágil, tão vulnerável perto dele, mas ao contrário do que acontecia com Miguel, isso não me fazia sentir mal, com Mateus sentia-me segura.

A sua expressão transmitia cansaço, frustração e tristeza e ainda assim estava ali, a ouvir-me.

- Oh Laura... - abraçou-me - se eu pudesse arranjar uma forma de tu ficares...

- Awwwww, são tão fofos os pombinhos.

Congelei. Não do vento que soprava frio, mas da voz cavernosa que soou atrás de nós. Conhecia aquela voz tão bem... Bem demais! Um ano antes reagia exatamente da mesma forma cada vez que a ouvia.

Mateus largou-me e o frio físico atingiu-me de novo, obtendo fracos resultados no meu psicológico hipnotizado pelo medo.

- Miguel, isto não é nada contigo. Vai-te embora e ninguém se magoa.

Miguel riu. Senti outro arrepio.

- Estás a ameaçar-me? Estás a ameaçar-me? - riu de novo. - Ah, não sabes com quem te estás a meter amigo...

- Mateus vamos embora, por favor... - estava à beira das lágrimas.

Sem dar quaisquer sinais de que o ia fazer, Mateus deferiu um forte murro no maxilar de Miguel, que cambaleou. Recompôs-se rapidamente, e dirigiu-se a Mateus, esfregando o maxilar e a rir. 

Eles lutavam avidamente e eu procurava que eles parassem, gritando ora a Mateus para irmos embora, ora a Miguel para deixar o Mateus. Não obtia qualquer resposta, então decidi intervir.

Dirigi-me a eles, e puxei pelo braço de Mateus para o puxar. Tinha pouca força, e vendo que não resultava decidi-me a mudar de estratégia: tentei pôr-me entre eles, mas Miguel, já sem paciência, empurrou-me. Cambaleie para trás e acabei por cair de rabo no chão.

Mateus aproveitou a distração e deu-lhe uns poucos de murros ora no maxilar, ora no abdómen, em todas as zonas que apanhava desprotegida, usando a sua raiva como fonte de energia:

- Nunca te ensinaram a respeitar as pessoas?! Nunca mais lhe tocas, ouviste? Nunca mais lhe tocas! - gritava deferindo golpes e mais golpes.

- Mateus, anda, deixa-o. ANDA!!

Acho que se não o impedisse, não o largava até que Miguel estivesse inconsciente, ou pior...

Mateus largou-o, dirigindo-se a mim. Inicialmente a sua expressão não deixava passar qualquer emoção, depois, repentinamente, começou a chorar, e abraçou-me.

- Desculpa Laura, desculpa... Eu, eu... Ele...- a sua respiração estava pesada, o seu lábio rebentado dos murros de Miguel. - Desculpa Laura.

* * * * ATENÇÃO, EXTREMAMENTE CLICHÉ!!!!! * * *

Fomos até à casa de banho do bar, por ser aquela que ninguém usaria aquela hora, o mais silenciosamente possível.

Mateus estava todo ensanguentado, mas grande parte do sangue, pelo menos o que estava nas suas mãos, não era dele.

- Estás bem? - perguntou-me enquanto lavava as mãos.

- Estou. E tu? - passei-lhe panos para limpar as mãos. - Mostra-me o teu lábio.

- Não é nada, a sério, já nem sequer deita sangue...

Molhei  um pouco o pano para limpar o sangue do seu queixo e lábios.

Sentia-me expostas ali, tão perto dele, tão perto daqueles lábios, com os seus olhos tão fixados em mim.

Sentia os seus olhos cinzentos observarem-me atentamente, não como uma fome selvagem como era costume ver nos do Miguel, mas com doçura, com carinho. Não facilitava o meu trabalho ele estar fixado em mim, ainda por cima por estar tão perto, mas uma parte de mim gostava e deleitava-se por poder olhar para ele deste ângulo, ainda que fosse só pelo ''canto'' do olho.

- Perdoas-me? 

- Pelo quê? - perguntei, subitamente perdida, deixando tudo o que fazia para me concentrar exclusivamente nas suas palavras.

Os nossos lábios colidiram.

Sentia tudo. O calor que irradiava do seu corpo, que nunca estivera tão próximo do meu como neste preciso momento; as suas mãos nas minhas faces frias, o seu cheiro masculino (what the actual f*ck, Jéssica?!). O seu beijo sabia a... a... sangue?

Afastei-me de repente.

- O que foi? - perguntou Mateus, sério.

Levei o dedo ao corte do seu lábio, que sangrava novamente, ao mesmo tempo que ele limpava um pouco de sangue dos meus lábios.

Rimos. Alto demais para aquela hora da noite num colégio com recolher obrigatório.

Depois beijamo-nos outra vez.

 

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Vamos fazer de conta que eu publiquei isto dia 23 apesar de já serem 00:46 do dia 24, está?!

by the way BOA CONSOADA e BOM NATAL, porque já não vos escrevo até lá!

Ok, demorei um pouquinho mais porque queria que a última parte ficasse algo de jeito, mas stills garbage! e cliché até diser basta!

É provável que sintam uma grande dose de second-hand embarassmente enquanto lêm isto, eu prórpria senti...

Era cedo para o beijo, mas vá, é um prenda de Natal!