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Vamos atirar uma bomba ao destino

Não somos de nos contentar com o que o destino reserva para nós. Sonhamos alto e frequentemente caminhamos fora da estrada.

O amor exige tudo

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Nem sei por onde começar. Sinto-me completamente desfeita, como há muito tempo não me sentia. Falta-me força nos dedos para teclar, para vós dizer o quão maravilhoso é este filme que acabei de ver. Vou procurar começar pelo início.

Soube da existência deste filme através da televisão, numa das pausas para anúncios publicitários, chamou-me à atenção o trailer, soube logo que ia gostar de ver o filme, mas também que iria ser daqueles complicados que me fazem sentir coisas que não gosto e adiei. Passou um ano, e enquanto procurava por um filme na minha lista de favoritos deparei-me com The Light Between Oceans e, contrariamente com o que tem vindo a acontecer, não tive medo e decidi vê-lo e…eu sabia que ia ser complicado.

É dos filmes mais emocionantes que já vi, das histórias mais maravilhosas que ouvi, das representações mais incríveis que tive oportunidade de ver. É incrível.

Raramente me emociono a ver um filme, ou se acontece procuro recompor-me e acabo por me controlar, mas desta vez não consegui. Algo na história mexeu tanto comigo que eu senti-me dentro dela, parte dela, como se estivesse a sentir a dor das personagens.

Chorei, chorei muito, as lágrimas caíram-me sem esforço como se de uma torneira mal apertada se tratasse, e que bom foi. Vai parecer que sou masoquista, mas não, digo que foi bom porque eu tenho bastante dificuldade em expressar o que sinto, acabando por sofrer em silêncio, o que me cria alguns problemas a vários níveis. Algumas das lágrimas que escorreram rosto a baixo e se depositaram no seu pescoço provavelmente não eram diretamente relacionadas com o que estava a acontecer no filme, mas sim por sentimentos escondidos que se manifestam quando eu vejo o sofrimento noutras pessoas, por isso, foram boas as lágrimas, deixaram-me calma. Sinto uma paz estranha e ao mesmo tempo uma necessidade incrível de falar.

O medo impede-nos de ir mais além, de atingirmos os nossos sonhos, tantas vezes, mas só nos o podemos ultrapassar dando tempo ao tempo, dando oportunidade a nós próprios. É necessário que quando surge aquela voz persistente que a escutamos porque ela raramente está errada. Mais uma vez estava certa, eu ia gostar do filme e gosto, gostei muito e estava a precisar deste abanão. Serviu para adicionar algo há minha lista de favoritos na wook.

Parando de falar em mim e no quanto o filme me abalou positivamente, gostaria de dizer algumas coisas sobre a história. Certamente já leram ou ouviram falar em dilemas morais e como é complicado decidir em certas situações o que fazer, este filme é assim, um dilema, eu vi-o dessa forma.

A determinada altura tentei vestir a pele das personagens iniciais do filme, do Tom e da Isabel quando encontraram a criança e, admito, cheguei a censurar a falta de racionalidade dela e a valorizar a dele, no entanto, quando Tom perde a sua, a minha desfez-se junto com a dele. Percebi que o resto do filme tinha de ser visto apenas, e não avaliado porque quando há pessoas no meio, únicas e singulares – diferentes, é necessário mais do que uma simples avaliação é necessário ir ao início, tal como referi introdutoriamente, procurar encontrar as razões que levaram as pessoas a agir de determinada forma, a isto se chama empatia e é das coisas mais importantes e difíceis de se perceber e por em prática.

Já me alonguei demais. Escusado será dizer que recomendo o filme e certamente a leitura. Provavelmente se emocionem, mas vai valer a pena, acreditem! Se não vos convenci ou eventualmente vos assustei, espreitem só o trailer e aguardem até que a oportunidade surja.

 

 

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