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Vamos atirar uma bomba ao destino

Não somos de nos contentar com o que o destino reserva para nós. Sonhamos alto e frequentemente caminhamos fora da estrada.

Sarah Gross sabe?

 

 

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Sabem aquele livro que cruza o nosso caminho, lemos a discrição e pensamos “Isto promete!”, lemos o livro e quando acabamos temos aquela sensação de satisfação “Ah sim! Isto é literatura!”.

Recentemente um desses livros cruzou o meu caminho, por um acaso, mas o melhor acaso que já li!

Falo de Perguntem a Sarah Gross, de João Pinto Coelho, finalista do prémio Leya em 2014.

Tivemos a sorte de receber o escritor na nossa escola há uma meses atrás e foi excelente porque nos preparou para a leitura: falou-nos um pouco do livro e de todo o processo de pesquisa, desde as várias visitas à Polónia, às conversas com sobreviventes; falou-nos do Holocausto e de muitas coisas que não são do conhecimento de grande parte das pessoas e claro, também nos falou da importância do rigor histórico, o que, na minha opinião, é tão fascinante como criar um mundo só nosso, tendo em conta que poucas serão as pessoas que conheceram Oshpitzin antes da invasão alemã.

Este é um daqueles (raros) livros que me deixam a sorrir com cara de parva. Neste caso não devido à história, nas palavras do próprio autor: “O meu livro é agressivo e trata mal quem o lê.”, mas pela genialidade da história fictícia e pelo rigor histórico.

A história do Holocausto é conhecida por todos, Perguntem a Sarah Gross foca-se principalmente na história de Oshpitzin, que tinha sido Oświęcim, e que foi Auschwitz após a invasão alemã. Graças ao livro, vejo Oshpitzin como a personificação de todos os inocentes que eram considerados culpados aos olhos do verdadeiro problema, e que sofreram irrevogavelmente.

Depois há Sarah Gross, judia, mulher determinada, vítima do ódio dos homens, mas que também conheceu o amor, e que lhe valeu tantas vezes. É impossível não partilharmos um pouco do fascínio e respeito que Kimberly Parker, o outro lado da história, tem por Sarah, mesmo mal a conhecendo e vivendo os seus próprios problemas.

É uma mixórdia de ficção e História, passado e futuro que nos absorve completamente. Quando damos conta, já tudo nos foi revelado, é só juntar as pecinhas e é por isso que é tão bom, esteve sempre à nossa frente!

Leiam, a sério!

 

 

 

 Escrito pela Jé, que devido a problemas informáticos não conseguiu editar.

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