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Vamos atirar uma bomba ao destino

Não somos de nos contentar com o que o destino reserva para nós. Sonhamos alto e frequentemente caminhamos fora da estrada.

À descoberta dos Bloggers

Tens de fazer uma visitinha ao blogue do Triptofano porque o desafio À descoberta dos Bloggers já está concluído e ficou um espetáculo! Vais encontrar histórias incríveis de alguns dos membros do Sapo.

Esta foi escrita por mim...

 

Eu tenho um sonho, um sonho desde pequenina.

Mais do que um desejo é uma carência. Tem-me atormentado ao longo da vida e felizmente houve alguém com sensibilidade para me ouvir e divulgar a minha história, que talvez possa ser também a tua. 

Cada vez que finda uma refeição, cada vez que se junta a família, cada vez….

Sinto pânico, paraliso, como se o universo não quisesse que eu me movesse. É uma sensação incrivelmente angustiante! (Tens a certeza que queres continuar a ler?)

Depois vem a negação/aceitação, o momento em que percebo que tem mesmo de ser.

Mas, ainda assim, continuo a recusar-me a ceder, a entregar a vitória, a render-me à vontade dos outros.

Então procuro fugir ao meu destino, ignorando-o, amaldiçoando-o e, depois de um berro (ou dois ou três ou quatro), rendo-me ao suplício porque as minhas armas são débeis e a superioridade dos grandes oprime os pequenos.

Levanto-me de armadura em punho, preparo o arame farpado e a poção desengordurante e vou-me a eles: aos dentes afiados, aos discos voadores, aos amputados de fábrica, …, a todos os monstros da sujidade que aparecem de todos os lados.

Esfrego, raspo, expurgo, uns resistem outros despedaçam-se. Quando acabo não sinto as minhas mãos, os meus braços, inteiramente todo o meu ser, caio esfalfada no sofá. (É normal que te comovas. Obrigada por começares a compreender a minha dor.)

Não acaba por aqui! O problema é muito mais sério, envolve muitos outros fatores.

Não tenho tido tempo para as atividades mais básicas de um jovem como para ver a novela, ir ao Facebook, pois não sei se a Maria e o Manel já foram pais ou se a Lurdes já publicou as fotos da sua viagem a Londres e pior (!) se o Joaquinzinho curtiu a minha foto.

Como se isto já não bastasse, só há pouco tempo consegui acabar de ler um livro que ando a ler, afincadamente, há vários meses e é melhor ficar por aqui… (Nem pintar as unhas consigo e quando acontece não dura mais de dois minutos.)

O que mais me custa é saber que existe solução para o meu problema e não poder recorrer a ela. (Eu sei, é chocante!) Isto tudo por culpa de quem, de quem? Quem? Mas quem será?!

Dos governantes, claro, de quem mais poderia ser!

Se eles reduzissem a minha conta da água e da luz ajudavam-me a concretizar este meu sonho, e que Grande sonho. Esta IVA que só sabe chatear e aumentar, francamente! (Por acaso não tens o número dela?)

- JÁ VOU! Já vou, Pai, lavar a loiça.

Se aos menos tivesse máquina de lavar a loiça…

(Adeus e até um dia.)

 

 

O amor exige tudo

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Nem sei por onde começar. Sinto-me completamente desfeita, como há muito tempo não me sentia. Falta-me força nos dedos para teclar, para vós dizer o quão maravilhoso é este filme que acabei de ver. Vou procurar começar pelo início.

Soube da existência deste filme através da televisão, numa das pausas para anúncios publicitários, chamou-me à atenção o trailer, soube logo que ia gostar de ver o filme, mas também que iria ser daqueles complicados que me fazem sentir coisas que não gosto e adiei. Passou um ano, e enquanto procurava por um filme na minha lista de favoritos deparei-me com The Light Between Oceans e, contrariamente com o que tem vindo a acontecer, não tive medo e decidi vê-lo e…eu sabia que ia ser complicado.

É dos filmes mais emocionantes que já vi, das histórias mais maravilhosas que ouvi, das representações mais incríveis que tive oportunidade de ver. É incrível.

Raramente me emociono a ver um filme, ou se acontece procuro recompor-me e acabo por me controlar, mas desta vez não consegui. Algo na história mexeu tanto comigo que eu senti-me dentro dela, parte dela, como se estivesse a sentir a dor das personagens.

Chorei, chorei muito, as lágrimas caíram-me sem esforço como se de uma torneira mal apertada se tratasse, e que bom foi. Vai parecer que sou masoquista, mas não, digo que foi bom porque eu tenho bastante dificuldade em expressar o que sinto, acabando por sofrer em silêncio, o que me cria alguns problemas a vários níveis. Algumas das lágrimas que escorreram rosto a baixo e se depositaram no seu pescoço provavelmente não eram diretamente relacionadas com o que estava a acontecer no filme, mas sim por sentimentos escondidos que se manifestam quando eu vejo o sofrimento noutras pessoas, por isso, foram boas as lágrimas, deixaram-me calma. Sinto uma paz estranha e ao mesmo tempo uma necessidade incrível de falar.

O medo impede-nos de ir mais além, de atingirmos os nossos sonhos, tantas vezes, mas só nos o podemos ultrapassar dando tempo ao tempo, dando oportunidade a nós próprios. É necessário que quando surge aquela voz persistente que a escutamos porque ela raramente está errada. Mais uma vez estava certa, eu ia gostar do filme e gosto, gostei muito e estava a precisar deste abanão. Serviu para adicionar algo há minha lista de favoritos na wook.

Parando de falar em mim e no quanto o filme me abalou positivamente, gostaria de dizer algumas coisas sobre a história. Certamente já leram ou ouviram falar em dilemas morais e como é complicado decidir em certas situações o que fazer, este filme é assim, um dilema, eu vi-o dessa forma.

A determinada altura tentei vestir a pele das personagens iniciais do filme, do Tom e da Isabel quando encontraram a criança e, admito, cheguei a censurar a falta de racionalidade dela e a valorizar a dele, no entanto, quando Tom perde a sua, a minha desfez-se junto com a dele. Percebi que o resto do filme tinha de ser visto apenas, e não avaliado porque quando há pessoas no meio, únicas e singulares – diferentes, é necessário mais do que uma simples avaliação é necessário ir ao início, tal como referi introdutoriamente, procurar encontrar as razões que levaram as pessoas a agir de determinada forma, a isto se chama empatia e é das coisas mais importantes e difíceis de se perceber e por em prática.

Já me alonguei demais. Escusado será dizer que recomendo o filme e certamente a leitura. Provavelmente se emocionem, mas vai valer a pena, acreditem! Se não vos convenci ou eventualmente vos assustei, espreitem só o trailer e aguardem até que a oportunidade surja.