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Vamos atirar uma bomba ao destino

Não somos de nos contentar com o que o destino reserva para nós. Sonhamos alto e frequentemente caminhamos fora da estrada.

Argumentos contra a homossexualidade

Sei o que estão a pensar ''Mas alguém, no seu perfeito juízo, consegue arranjar argumentos decentes contra a homossexualidade? A gaja deve estar tola!''

Não estou, e não vos trago nada contra a homossexualidade, trago sim, argumentos contra os argumentos loucos que os homofóbicos fazem!

Estou a fazer um trabalho de filosofia sobre direitos humanos, escolhi a homofobia porque 1) não consigo sinceramente perceber qual é a coisa das pessoas contra homossexuais, como se de uma doença infecciosa se tratasse, e 2) a minha família não tem uma mentalidade muito aberta, então comentários como ''Tão lindo, pena ser gay'' vindos de alguns familiares são frequentes e desconforto perante o assunto do lado masculino também.

Estou a divagar... Ei-los, em todo esplendor e glória!

 

1. Ser homossexual não é natural, e portanto deve ser rejeitado, da mesma forma que as pessoas rejeitam outras coisas não naturais, como óculos, ar condicionado, automóveis, entre outros...

 

2. Casamentos homossexuais incentivam pessoas heterossexuais a virarem homossexuais, da mesma forma que o casamento entre pessoas altas incentiva as pessoas baixas a serem mais altas!

 

3. Legalizar o casamento homossexual vai incentivar as pessoas a fazerem coisas absurdas, como casar com animais de estimação, até porque os animais têm todos os direitos e deveres legais e até conseguem assinar a certidão de casamento!

 

4. O casamento heterossexual é uma tradição muito antiga e imutável, assim como outras "tradições imutáveis como a escravidão, a proibição do divórcio ou a clitoridectomia."

 

5. O casamento homossexual iria destruir a santidade do casamento heterossexual, e santidade do casamento de 55 horas de Britney Spears com Jason Alexander deve que ser protegida!

 

6. Os casamentos heterossexuais são permitidos porque produzem filhos, por isso casamentos homossexuais, casamentos com pessoas inférteis, casamentos entre idosos e casamentos entre pessoas que não querem ter filhos são inválidos. É extremamente necessário que todos os casais tenham filhos porque os orfanatos estão vazios e não há crianças em lado nenhum do mundo que precisem de uma família.

 

7. Pais homossexuais só vão criar filhos homossexuais, da mesma forma que pais heterossexuais só criam filhos heterossexuais.

 

8. Casamentos homossexuais vão contra os princípios de algumas religiões, e como vivemos numa teocracia, algumas religiões devem ser impostas a todos que pensam de forma distinta!

 

9. Crianças não podem ser criadas sem um modelo masculino e feminino. É por isso que apenas pessoas moralmente superiores têm filhos. E também é por isso que pais solteiros são proibidos!

 

10. Os casamentos homossexuais vão mudar as raízes da sociedade de forma tão drástica que não nos vamos conseguir adaptar. Vai haver tornados, terramotos e tsunamis e a nossa pele vai derreter!

 

Porque é que não me deixam fazer o trabalho à base de sarcasmo e ironia?! Não ficaria muito mais interessante? Porque é a única forma de tratar uma assunto destes, à base de sarcasmo...

Odeio rótulos!

Vou rotular ali o meu trabalho, tirar todo o sarcasmo que já lá escrevi e tratar de o acabar antes que a inspiração se vá...

 

Referências:
fotolog.com

Imagen:
spotniks.com

✵Jé

O ato irrefletido de José Cid

Adoro contextualizar, de saber a história todinha antes de dizer seja lá o que for, por isso, aqui está. 

 

A entrevista decorria normalmente, ao canal Q, com José Cid a falar sobre as diferenças que vê na “música popular” e na “música populosa” quando admitiu que por vezes, em tom de brincadeira, dizia que se devia fazer uma muralha da China em Trás-os-Montes para não deixar vir algumas músicas de lá. E continuou. Dizendo que os transmontanos são “pessoas medonhas, feias e desdentadas”. O entrevistador Nuno Markl sorriu e continuou a entrevista. Foi há seis anos, mas só agora incendiou as redes sociais.

O episódio do Showmarkl, um programa de entrevistas do comediante Nuno Markl de 2010, foi reposto pelo Canal Q este domingo. Um dos convidados era o músico José Cid, que a certa altura começou a falar sobre as diferenças entre a “música popular” e a “música populosa”. Há música popular portuguesa fantástica, com muitas nuances que vão do Algarve ao Minho, passa por Trás-os-Montes. E é esse tipo de música que está a ser injustamente criticado, explicou.

 

 

Injustamente, falei mal do público e do povo transmontano, apresento, por esta via, as minhas mais sinceras desculpas”, disse o cantor, que admitiu ter sido “um momento irrefletido”. No comunicado, enviado através da ACid Records, Cid pede um “imenso pedido de desculpas”.

Mas o pedido de desculpas parece ter caído em saco roto. No Facebook nasceram grupos contra o cantor e a unir transmontanos contra a mesma causa. Alguns ganharam mais de 7.000 apoiantes em menos de 24 horas. Nestes grupos são feitos vários insultos ao José Cid. Houve até quem criasse uma petição pública para obrigar o artista a pedir desculpa.

As consequências também já se refletiram a nível profissional. José Cid tinha um concerto marcado em Alfândega da Fé, mas acabou cancelado após decisão camarária. Segundo o jornal Mensageiro de Bragança, a presidente da câmara de Alfandega da Fé revelou esta segunda-feira que o concerto de José Cid, previsto para 11 de junho naquela vila foi cancelado.

(Podem continuar a ler no Observador.)

 

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Confesso que, ontem, quando vi pela primeira vez o vídeo fiquem furiosa, estupefacta com as barbaridades que ele disse, fiquei tão ao mais zangada e magoa como os que a manifestaram no facebook, através dos seus comentários ofensivos. 

É uma constante considerar os transmontanos como incultos, retrógrados, ignorantes e toda uma panóplia de vocábulos usados como mentiras e ilusões, de uma falta de civismo e conhecimento geral. Sem dúvida que Trás-os-Montes já foi assim, mas atualmente o cenário é completamente díspar. Embora continue a existir uma faixa etária iletrada, que é perfeitamente aceitável considerando que não tiveram a possibilidade de frequentar a escola e quem teve fez até ao 4º ano, no máximo. 

Hoje em dia, os alunos das escolas trasmontanas são tão ou mais capazes que os que vivem no centro ou sul do pais, têm os mesmos recursos e oportunidades. Por incrível que possa parecer, eles já viram o mar, já foram ao Meo Arena e só aqui entre nós, a parte dos desdentados, feios e medonhos nunca vi, mas é uma questão muito discutível, até no próprio Cid. 

Mas quem nunca disse algo de forma irrefletida, da boca para fora, que dizemos hoje e amanhã arrependemo-nos? A única diferença é que nós podemos fazê-lo porque não somos figuras públicas e ninguém vai gravar ou importar-se com a minha opinião. 

Os transmontanos vivem tudo muito intensamente, quando os atingem o seu lado vil manifestasse, daí surgirem comentários de todo o tipo, dos mais sarcásticos aos mais ofensivos e ordinários. Mas quem os pode criticar? Quando o que está em causa é o seu bom nome, as suas origem das quais não têm vergonha?! 

Como transmontana que sou, é muito triste ouvir este tipo de coisas, mas quem sou eu para criticá-lo? Como já referi, foi um ato irrrefletido e ninguém sofrerá mais com isso do que o próprio.

Levará algum tempo até nos esquecermos do sucedido, contudo há que perdoar, a vida são dois dias e não vale a pena guardar remorsos e alimentar guerras. Só peço, não só ao José Cid, mas a todos em geral que antes de falarem, de seja qual for a região de Portugal, tentarem saber como é a realidade.

O passado não é mais o presente e este não será mais o futuro. Eu pretendo evoluir! 

 

©Mi

 

 

O que lhe posso dizer...

Há sempre tanto para escrever, tanto para contar, mas nem sempre me é possível fazê-lo. 

Na aula de Biologia, soube que o avô da B. tinha falecido. É sempre triste quando uma coisa destas acontece, especialmente quando é a alguém que nos é próximo. 

A B. tem-me surpreendido muito pela positiva, já é da minha turma desde o 7º ano, mas nunca mantive grande contacto com ela, até este ano, tenho-a conhecido melhor e é uma rapariga cinco estrelas.

Foi a primeira pessoa a quem contei que a minha mãe tinha falecido no verão (além do meu grupo), fi-lo sem problemas; de forma breve, sem medo da reação dela. Mostrou-se muito serena, compreensiva e uma excelente ouvinte, pela primeira vez não vi pena nos olhos de alguém.

Num momento tão difícil como o que está a viver, não há muito que lhe possa dizer, posso fazer muito pouco para a ajudar. Infelizmente, não lhe consigo aliviar a dor que sente, nem a dos seus familiares, não tenho poderes para fazer o avô voltar à vida. Não posso fazer nada disso, nada do que ela queria agora, possivelmente, mas uma coisa posso, ajuda pouco, no entanto conforta o coração e a alma.  Posso ouvi-la se ela o desejar, falar com ela, dizer-lhe que a compreendo e que hoje é o fim do mundo, mas amanhã será mais um obstáculo ultrapassado, mais um ensinamento para a vida. 

Minha querida, agora dirigindo-me a ti. Neste momento sentes que o mundo acabou, que perdeu a cor, perguntas-te porque te aconteceu a ti e o porquê de ter sido já, sendo que ficou tanto por dizer, por partilhar e a cima de tudo por aprender. Quando pensas no que acabas de perder, um arrepio percorre-te o corpo, que se exprime em lágrimas, uma saudade... (que só agora começa) por saberes que muita coisa mudará e não voltará. 

A tua dor nunca desaparecerá, mas com o tempo ficará mais fácil de suportar, de lidar com ela. Por mais que custe ouvir, é mesmo uma questão de tempo e de muita persistência!

Quem consegue tirar 18 valores, ir de uma ponta da piscina à outra sem parar, encestar e deixar todos de boca aberta, também conseguirá ultrapassar esta fase menos boa. Eu acredito em ti, sempre que quiseres estou aqui.

Um abraço apertadinho. :)  

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©Mi

 

 

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