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Vamos atirar uma bomba ao destino

Não somos de nos contentar com o que o destino reserva para nós. Sonhamos alto e frequentemente caminhamos fora da estrada.

Laura Palmer - Capítulo 22

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C A P Í T U L O   2 2

Mateus P.O.V

 

Ela chega a chorar. Diz que tem medo, depois encontro um corte no braço dela... Claro que a primeira coisa em que pensei foi numa agressão, até porque o rapaz com quem ela estava não foi lá muito simpático comigo. Nem com ela.

Íamos a passo apressado para a enfermaria. Laura protestou, que não era nada, que tinha batido contra um caixote do lixo, mas, sinceramente, não acreditei.

- Vais dizer-me como fizeste isso! - disse num tom demasiado agressivo.

- Mas Mateus, já te disse! - ela, por sua vez, soava desesperada. - Fui contra o caixote do lixo! Quantas vez mais vou ter de repetir?!

Havia uma parte de mim que me dizia para acreditar nela, mas lá no fundo algo me fazia sentir que aquele ''namorado'' não era de confiança e a sua presença aqui não era nada de bom para Laura.

Estavamos parados a meio do corredor. Tinha-lhe segurado a mão para a arrastar para a enfermaria e, apesar dos protestos, ela não a largou. Examinava cada milímetro da sua cara: a sua boca pequena de lábios cheios e rosados que nunca se chegavam a fechar completamente, o seu narizinho, os seus belos olhos verdes, que ficam ainda mais verdes quando chora e que, neste momento, apesar de parecerem cansados, brilhavam como duas pedras preciosas. Meu Deus, eu podia olhar para eles eternamente que aposto que não me cansava... Tão lindos, tão brilhantes, tão sérios...

- Mateus, tens de te afastar... - apesar do seu tom de voz fraco, as suas atingiram-me como pedras e o sorriso de admiração por aquelas duas esmeraldas desaparecia aos poucos.

- Que estás a dizer Laura?

A Laura tem o vício de desviar o olhar e fixá-lo em objetos alteratórios quando se fala de algo relativo a ela. Estava a fazê-lo agora. Em algum momento da nossa conversa, o ínicio mais precisamente, o chão ou os seus ténis devem ter-se tornado mais atrativos que eu!

- Mateus, não sou o que pensas ok? Sou um poço profundo de problemas que me perseguem e irão fazê-lo eternamente... O Miguel é perigoso e ele não gosta de ti e--

Na minha mente a voz dela não era clara, havia algum som de background. Estavamos sozinhos no corredor mas na minha mente parecia que estavamos num estádio cheio de pessoas, cada uma a gritar para o seu lado ou talvez fosse o som de vários carros a puxar pelo motor ao mesmo tempo...

- Mateus, estás a ouvir-me?! - Laura perguntou ligeiramente irritada..

- Não. - respondi retomando o caminho para a enfermaria.

Parei em frente e esperei que ela estivesse suficientemente próxima para bater à porta:

- Dn... huh... uhh... PAULA! Podemos? - Laura tentou manter-se séria, mas pude ouvir os seus risinhos.

- Claro, claro, entrem! - uma senhora baixinha, de cabelos escuros já meios grisalhos apertados num rabo-de-cavalo, apareceu atrás de uma secretária com uma bata branca.

- A minha amiga Laura magoou-se e parece-me--

- EU acho que isto não é nada de mais, mas o meu amigo Mateus insistiu para que eu viesse... - Laura interrompeu-me e explicou num tom de gozo dirigido a mim.

- Mostra cá querida... - a expressão da senhora passou de descontraída a, do meu ponto de vista, preocupante. - Chega aqui, vamos limpar esse sangue.

Enquanto a simpática senhora passava compressas molhadas pelo braço de Laura eu via a sua expressão ficar cada vez mais séria e a expressão de Laura mudar a cada movimento da Dn. Paula. Claramente, e a muito custo, Laura tentava esconder a dor que aquilo lhe causava.

E paralelamente a este cenário, as palavras de Laura soavam de novo na minha mente, agora olhava-as de forma mais séria...

- Laura, temo que isto seja um pouco mais grave qu eaquilo que pensavas. O corte é profundo, mas penso que não será necessário levares pontos, umas ligaduras serão suficientes. O que me intriga é: - a senhora dirigiu o seu olha para mim, depois para Laura novamente - como é que tu fizeste isto?

A senhora não acha mesmo que fui eu, pois não?! Acha...

A Laura não tinha coragem de mentir também à enfermeira, ou tinha?!

- Fui contra um caixote do lixo... Sou uma pessoa muito desatrada... - Laura tentou soltar uma gargalhada descontraída, que soou tudo menos descontraída...

Mentiu.

Mentiu?!

A verdade é que a senhora não perguntou mais nada!

- Bem Laura, vou colocar-te um penso que vai ajudar a cicatrizar e um outro por cima para proteger, daqui a dois ou três dias preciso que cá voltes para ver e-- SIM?

Alguém tinha batido à porta. Um senhor apareceu:

- Dn. Paula, preciso que chegue aqui para falar com os inspetores.

- Vou já Xavier, obrigada.

O homem saíu e a Dn. Paula voltou a dirigir a sua antenção para nós:

- Laura, vamos ter de avisar os teus pais! - ela ficou branca como a cal! - Aguardem um pouco, já volto.

A senhora saíu e nós ficamos sozinhos. Laura, ainda em choque, estava destraída, provavelmente a pensar nos pais.

Ou no Miguel...

Dirigi-me a ela, e puxei uma cadeira para me sentar em frente dela, que estava, por sua vez, sentada na maca. Laura olhou para mim, a sua expressão transparecia preocupação:

- Os meus pais não me vão deixar ficar... - parecia que estava a falar para si mesma mais do que para mim.

- Hã?

- O Miguel. Se eles sonham que ele aqui está... não me deixam ficar...

Agora, com esta nova peça, o puzzle começa a fazer sentido: o Miguel já é conhecido, e os pais dela não a querem perto dele. Ele é mais perigoso que imaginava...

- Porque é que me pediste para me afastar se ele é assim tão perigoso? - os seus lábios entreabriram-se como se fosse falar, mas não se ouviu nenhum som. - Não vou. Ainda menos agora que começo a perceber o quão perigoso ele é. Não te vou deixar à sorte daquele... palhaço!

- Mas Mateus, ele é perigoso, por favor, não quero que ele te faça mal, por favor... Ele não desiste, ele está onde eu estou, não posso fugir. Estou farta--

As suas palavras sussurradas cessaram quando a minha mão tocou a sua face por onde as lágrimas já corriam, os meus dedos tocavam os seus lábios.

Era uma má altura, mas estava a ser-me fisicamente impossível resistir aqueles lábios tão rosados, como se tudo o que guardei nas últimas duas semanas já não tivesse espaço para se manter cá dentro e lutasse comigo para se exteriorizar.

- Se ficares, não te largo, não te deixo um segundo que seja. Não quero saber quem ele é, o que ele fez ou o perigo que corro. Não me interessa se tens problemas, todos temos! Não me interessa. Gosto de ti. Não vou deixar que ele te toque, outra vez. Protejo-te com a minha vida se necessário for...

 

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Ok, este é maiorzito porque a semana passada não houve nada. Mas não estou satisfeita...

Posto a continuação o mais rápido que puder, quero arrumar está cena de uma vez. Talvez lá para quarta já esteja pronto, vamos ver como corre a semana e como vai a minha imaginação, entretanto, entretenham-se com a proximidade dos pombinhos e se me quiserem dar cenários do ''primeiro beijo perfeito'' os comentários ou a caixa de mensagens aí na barra ao lado são vossos! 

Bom fim-de-semana! <3

Igualdade de géneros - 20 postais vintage e uma curta-metragem

A luta pelos direitos das mulheres começou nos Estados Unidos da América, com as sufragistas, há mais de um século. Em Portugal, conquistaram depois da Revolução de 1974 alguns direitos que há muito lhes fugiam, mas isso não aconteceu sem combates na rua.

A luta das sufragistas foi apenas o princípio de uma luta que teve as mulheres de vários países e culturas como palco. Esta luta intensificou-se nos anos 60 e setenta quando, para além de questões laborais e de direitos, também se discutiram assuntos ligados à contraceção ou ao aborto.

 

Deixo-vos alguns postais vintage (de 1900 a 1914) que eram usados como propaganda contra o sufrágio feminino e as sufragistas. O direito de voto era visto como uma ameaça aos valores da família e ao lugar do homem na sociedade, mostrando-o muitas vezes em casa a tomar conta dos filhos e a limpar a casa. Estes postais pertencem ao arquivo de Catherine H. Palczewski, professora na Universidade de Iowa do Norte, que os tem colecionado ao longo dos últimos 15 anos. Já eu, descobri-os no Portal Raízes.

 

Partilho ainda, uma curta-metragem de animação realizada pelos alunos de Artes (11º e 12º anos) da Escola Secundária Felismina Alcântara, em Mangualde: “O Muro”.

Os alunos centraram-se na temática da igualdade de género, retratando todos os estereótipos a que mulheres e homens estão sujeitos desde a infância até ao fim das suas vidas.

O trabalho contou com o apoio do ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual – e do IPDJ – Instituo Português do Desporto e Juventude.

 

 

 

Dia Europeu das Línguas

(Neste 18º aniversário do Google)* fiz uma pesquisa rápida e apercebi-me que, de facto, o Dia Europeu das Línguas foi ontem e não hoje, como a minha primeira pesquisa enunciou... my bad!

 

Nunca como hoje em dia houve tantas oportunidades para trabalhar ou estudar num país europeu – mas a falta de competências linguísticas impede muita gente de tirar partido dessas oportunidades.

 

O que é o Dia Europeu das Línguas?

O Ano Europeu das Línguas (AEL) 2001, organizado conjuntamente pelo Conselho da Europa e pela União Europeia, envolveu com sucesso milhões de pessoas nos 45 países participantes. As atividades desenvolvidas celebraram a diversidade linguística na Europa e promoveram a aprendizagem de línguas.
Na sequência do êxito do AEL-2001, o Conselho da Europa instituiu o Dia Europeu das Línguas, a ser celebrado todos os anos no dia 26 de setembro.

Os objetivos gerais do Dia Europeu das Línguas são:
 > Alertar o público em geral para a importância da aprendizagem das línguas e diversificar a oferta linguística de modo a incrementar o plurilinguismo e a compreensão intercultural;
 > Promover a riqueza da diversidade linguística e cultural da Europa, que deve ser preservada e valorizada;

 > Fomentar a aprendizagem de línguas ao longo da vida, dentro e fora da Escola, seja para fins académicos ou profissionais, seja para fins de mobilidade ou por prazer e intercâmbio.

Em 26 de setembro de 2011 assinalou-se o 10º aniversário do Dia Europeu das Línguas, celebrado no Conselho da Europa e em todos os 47 estados-membros.

 

Porquê um Dia Europeu das Línguas?

A globalização e novas formas de propriedade no mundo dos negócios exigem cada vez mais competências em línguas estrangeiras para trabalhar nos próprios países de origem. O inglês já não chega.
A Europa é um continente rico em línguas: existem mais de 200 línguas e há muitas mais faladas por cidadãos originários de outros continentes. Trata-se de um importante recurso que deve ser reconhecido, utilizado e acarinhado.
A aprendizagem de línguas traz benefícios a todos: aos jovens e aos menos jovens – nunca se é demasiado velho para aprender uma língua e para usufruir das oportunidades que daí advêm. Mesmo que apenas saibamos umas quantas palavras da língua do país que visitamos (por exemplo em férias), isso capacita-nos para fazer novas amizades e contactos.
Aprender as línguas de outros povos contribui para melhor nos compreendermos uns aos outros e ultrapassarmos as diferenças culturais.

OBJETIVOS
As competências de comunicação em outras línguas são uma necessidade e um direito de TODOS – esta é uma das principais mensagens do Dia Europeu das Línguas.
Os objetivos gerais são consciencializar para:
 > a riqueza e a diversidade linguística da Europa, que deve ser preservada e valorizada;
 > a necessidade de diversificar a gama de línguas que as pessoas aprendem (incluindo línguas menos utilizadas), o que potencia o plurilinguismo;
 > a necessidade de as pessoas desenvolverem proficiência em duas línguas ou mais, de modo a poderem participar efetivamente na cidadania democrática da Europa.


… o Comité de Ministros decidiu instituir o Dia Europeu das Línguas a celebrar todos os anos no dia 26 de setembro. O Comité recomendou que o Dia seja organizado de uma forma descentralizada e flexível de acordo com os interesses e recursos dos estados membros, o que lhes possibilitaria definir melhor as suas próprias abordagens, e que o Conselho da Europa proponha um tema em cada ano. O Comité de Ministros convida a União Europeia a juntar-se ao Conselho da Europa nesta iniciativa.

 

Podem consultar o site do Dia Europeu das Línguas aqui

 

*(PARABÉNS!! (obrigado pela ajuda nos trabalhos escolares, pelas respostas a questionários e pelas análises de textos que já tantas vezes me proporcionaste!))

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