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Vamos atirar uma bomba ao destino

Não somos de nos contentar com o que o destino reserva para nós. Sonhamos alto e frequentemente caminhamos fora da estrada.

A hora mudou!

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Ao contrário do que possas pensar, a resposta não tem nada a ver com o movimento da Terra nem com qualquer outro fenómeno astrológico. Trata-se de uma decisão política.

Em 1916, muitos países atravessavam a 1ª Grande Guerra Mundial e estavam a viver dificuldades económicas. Então, decidiram mudar a hora para conseguir aproveitar mais horas de sol e não ter de gastar tanto dinheiro e energia em iluminação.

Mesmo depois de acabar a guerra, o hábito de mudar a hora foi ficando e, embora haja vários países que mantêm sempre o mesmo horário durante todo ano, muitos outros continuam a adiantar e a atrasar a hora todos os anos. É o caso de Portugal e de todos os outros países da União Europeia.

 

Eu prefiro o horário de verão. E tu?

 

Boa semana!! 

13 coisas estranhas que os bookworms fazem

 

A minha obsessão por livros tem-se agravado nos últimos dias, o que é mau porque não tenho tido tempo para ler, but that's not the point! Revi-me nesta lista, por isso apresento-vo-la! 

insp.

 

1. estás a ler e derrepente, desatas a rir

dat me.

 

2. tens uma reação emocional intensa depois de acabares um capítulo

quando o autor mata a nossa personagem favorita, ou quando há uma grande reviravolta, tipo ''WHOA THERE BOI, chill''

 

3. desejar uma morte muito dolorosa de algumas personagens com todo o teu coração

Pelo que li, os fãs de House of Cards passam por isto frequentemente, e claro, não mencionemos King Joffrey (nunca vi a série, mas já percebi quanto as pessoas gostam do indivíduo)... Eu e o Marcus (Divergente) tivemos uma relação complicada...

 

4. esquecer literalmente todas as necessidades biológicas para poderes continuar a ler

isto não é nada eu durante as noites de verão, eu nunca dormi só uma hora para conseguir acabar um livro. nunca.

 

5. saciar as necessidades acima mencionadas enquanto lês

ok, isto eu nunca fiz. mas há uma primeira vez para tudo!

 

6. suar, literalmente suar, durante as partes tensas 

suar não, mas ler essas partes rápido sim. sempre.

 

7. imaginar a nossa celebrity crush absorvido num livro

aaaaaaiiiiiiihhhhh. se fosse só a celebrity

 

8. apercebes-te, de repente, de uma cena ''sexy'' enquanto estás a ler em público

been there, done that. aquelas duas personagens FINALMENTE chegaram ao mimimi e, olha a coincidência, estas na sala de espera do dentista! ninguém quer saber, ninguém se importa, mas escondemos mais o livro de qualquer forma, just in case...

 

9. imaginar a nossa fantásticomaravilhosa biblioteca pessoal no futuro

beautiful. wonderful. eu já vejo livros em todos os lados!

 

10. ver lugares lindos e pensar ''isto seria um lugar excelente para ler''

já li na barragem e no rio, num campo de futebol e na varanda; falta-me um parque, na praia e num comboio

 

11. levar, pelo menos, dois livros para todo o lado

eu tenho uma biblioteca no telemóvel com mais de 30 livros, so... yeah!

 

12. organizar as malas tendo em conta os livros

nunca fiquei mais de dois dias fora de casa, por isso nunca me preocupei em levar mais de um livro. daqui a dois anos vou para a universidade, o melhor será comprar já uma ou duas malas para os livros.

 

13. ter um freak out cada vez que pensas na quantidade de livros bons que há no mundo

e quantos deles tu desconheces completamente. que dor!

 

eu preciso de arranjar um certificado para atestar o meu amor por livros, vai ser bom para o currículo!

Jovem fica fora do curso de Medicina e escreve carta aberta ao P.R.

A média de 17.8 valores não chega para Maria Barros perseguir o sonho de ser médica em Portugal. Precisava de mais três décimas para entrar no curso de Medicina e por isso decidiu escrever uma carta aberta, a baixo citada, a Marcelo Rebelo de Sousa.

 

"Exmo. Senhor Presidente da República,

Escreve-lhe uma jovem de 18 anos, na hora em que frequenta o “Curso de Preparacion a la Universidad do Instituto Cervantes” e estuda para as provas de biologia, tendo como objetivo o acesso à universidade em Espanha. E fá-lo triste, porque a sua rotina não é a que sonhava e desde sempre sonhou para este ano da sua vida. Há 15 anos, ao arrastar a malinha de médicos de brincar pelo meu quartinho cor-de-rosa, já sonhava e ansiava pelo dia em que poderia começar a estudar para aquele que é o SONHO da minha vida. Mas aqui estou eu, apesar de ter terminado o ensino secundário com média de 17.8 valores, não estou na universidade. E não estou porque me recuso a conformar, a suportar a frustração de estudar algo pelo qual não sinto paixão, escolhendo outro curso só para dizer aos avós que estou na universidade. Por isso vou tentar noutro lado.

Se para muitos a universidade é o passo politicamente correto a dar a seguir ao ensino secundário, para garantir a "futura estabilidade financeira", e se para alguns é uma obrigação que vem da família, para mim não; o curso de Medicina é e sempre foi o que desejei para a minha vida. Poder ajudar os outros, tratar os que precisam, estudar para garantir que todos têm acesso aos melhores tratamentos é o que vou fazer, seja cá ou no outro lado do mundo. Porque eu quero, porque eu mereço, porque eu preciso. Fá-lo-ei porque sinto que este é o propósito da minha vida, e de forma alguma merece ser desvalorizado ou esquecido por um 16.3 no exame de Físico Química A e por um sistema injusto.

Ser médico é ser-se astuto, perspicaz, responsável, sensato e sensível. Requer destreza, coragem, desembaraço, vontade. Como é que se avalia tudo isto num exame de 2h que incide exclusivamente em conteúdos científicos? Quem é que avalia o lado humano?

Mas eu sou forte e não vou desistir. Esta é apenas a primeira adversidade da minha jornada na "vida dos crescidos". O que me aperta o coração é ver a minha mãe a tentar segurar aquela lágrima no canto do olho quando soube que por 0.3 valores a bebé com a bata de médica vestida não entrou no curso que quer. O que me dói é ver o meu pai, que sempre se esforçou por me mostrar a sorte que tenho em viver neste país, lindo, limpo, seguro, organizado, e me incentivou a agradecer cada dia por tremenda bênção, questionar a sua justeza. A justeza deste sistema. O que me assusta é ouvir os meus irmãos mais novos, que adoro mais do que tudo no mundo e que ajudo a criar, dizer que estão zangados; quando eles me perguntam “e agora, tens de ir para longe de nós para seres médica? Quanto tempo? Quem é que nos vai levar ao ténis aos sábados e a passear aos domingos de manhã? Quem é que me vai ajudar com os trabalhos de Matemática? Para que é que estudavas tanto, então, Maria?” Aí é que fico assustada.

Por muito difícil que seja, se o meu país não me concede a oportunidade de me formar onde nasci e onde pertenço, vou ter de pertencer a outro lado. Vou ter de agarrar na minha mochila cheia de sonhos e vontades e ideias e dedicação, pendurar-lhe o estetoscópio de plástico amarelo e verde de brincar, e partir. Atrás do meu sonho.

Eu perco, a minha família também. Mas Portugal também perde. E é por isso que lhe escrevo. Em nome de todos nós. Dos que não entraram por 5,4,3,2,1, 0,5 décimas. De todos os que dariam excelentes médicos de que o país precisa. Podíamos ter o melhor Sistema Nacional de Saúde do mundo. Mas há que mudar. Há que quebrar o ciclo vicioso que se baseia exclusivamente em interesses económicos. Não é a minha área mas parece-me senso comum que o que se passa está errado. Há falta de médicos mas as médias de entrada são desumanamente altas, pois as vagas são escassas. Os futuros médicos partem para outros países, como Espanha, formam-se e por lá ficam. E Portugal contrata médicos estrangeiros para colmatar o défice de profissionais que tem? Gasta-se dinheiro em tanta coisa, será assim tão impensável tomar medidas para que se alargue o número de vagas (consequentemente as médias desceriam e todos teriam mais oportunidades), formando mais médicos que adorariam continuar no seu país? Eu sei que formar um médico sai caro. Mas não foi para isso que os meus pais pagaram e pagam os seus impostos? Para que, entre outras coisas, os filhos possam ter a formação que desejam?

Quero um dia poder dizer aos meus filhos que, para além de lindo, organizado e seguro, Portugal é justo! E que merece que lhe dediquemos os nossos sonhos e que todos juntos lutemos para que seja um país melhor. Quero um dia poder perguntar a um dos meus filhos o que quer ser quando for grande e ouvir MÉDICO, sem um aperto no coração. Não me quero ir embora."

 

 

Ouço vários colegas meus, que partilham o mesmo sonho da Maria Barros, queixarem-se do mesmo, da média elevadíssima para entrar no curso. É também um dos assuntos mais comentados no Uniarea.

Como é possível ser-se tão petulante ao ponto de afirmar que há falta de médicos em Portugal se a entrada no curso é tão restrita? Medicina é um dos cursos mais procurados pelos alunos portugueses e a seleção é feita exclusivamente pela nota de candidatura, ficando todos os anos centenas de candidatos de fora. Está na hora de refletir: será esta a melhor forma de selecionar futuros médicos?

Eis a possível resposta à pergunta anterior no documentário Porta Estreita da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

 

 

 

 

 

 

 

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