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Vamos atirar uma bomba ao destino

Não somos de nos contentar com o que o destino reserva para nós. Sonhamos alto e frequentemente caminhamos fora da estrada.

Laura Palmer - Capítulo 26

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L A U R A  P A L M E R

Capítulo 26

 

- Tens de ir para o dormitório Laura! - Mateus sussurrou, frustrado, mas a sorrir - O Miguel anda por aí e provavelmente não está muito contente...

- Então promete-me que vai logo a seguir!

- Prometo.

Sorri e comecei a caminhar para o dormitório das raparigas, mas aparentemente a minha vontade de ir e a vontade que Mateus tinha em deixar-me ir eram parecidas. Ou deveria dizer, inexistentes.

Agarrou-me pela cintura e beijiou-me carinhosamente, uma vez mais.

Se há um mês atrás me tivessem dito que eu ia encontrar uma rapaz e recomeçar uma relação eu aconselharia o indivíduo a procurar um psiquiatra...

Funny how things change so fast!

* * * * * * *

Na manhã seguinte estavamos todos felizes a tomar o pequeno-almoço quando Miguel entrou pelo refeitório adentro, focando o seu olhar frio na nossa mesa, fazendo com que o ruído cessace no nosso grupo.

Lourenço olhava-o com frieza, mas a sua expressão foi lentamente metamorfoseando-se quando se apercebeu da nódoa negra à volta do seu olho direito.

Os seus olhos muito abertos saltaram da figura de Miguel para Mateus, sentado à sua frente. Não consegui evitar e deixei escapar uma pequena  gargalhada. Não percebi foi porquê. Não havia muita coisa engraçada nesta situação, tirando talvez, a expressão na cara de Lourenço.

- Meu... - ele disse demasiado baixo, mas Mateus ouviu-o.

- O que foi? Parece que viste um fantasma! 

- Meu tu bateste no gajo? - as palavras deixaram os lábios de Lourenço mais depressa do que alguém conseguiria dizer White House.

Todos os olhares da mesa se fixaram em Mateus, que olhou para mim, e depois para Lourenço de novo:

- Parece que sim.

De repente todos os olhares estavam fixados em mim. A camapinha soou e vários alunos começaram a levantar-se.

- Porque é que a Laura não parece admirada?! - perguntou Rita, sem admiração na voz.

Se calhar, porque não estou...

- Porque ela estava lá! - Mateus respondeu com um sorriso e depois levantamo-nos.

* * * * * * *

- Então mas a pergunta três do grupo dois não era metáfora?

- Não, Daniel! - respondi-lhe, pela segunda vez.

Tinhamos sido os primeiros do grupo a sair da sala.

- Mesmo, mesmo, mesmo? Tipo, tens mesmo a certeza de que tens certeza?

- Tenho Daniel, a figura de estilo era a indireta!

- POrra!

- E a oração?

- Subordinada causal, acho.

Daniel começou a fazer de conta que chorava, mas pela sua expressão, a vontade era bem real.

- Nem aqui, a minha mãe vai dar cabo de mim...

- Calma Daniel, é só o primeiro, podes melhorar ainda!

A porta abriu, Lourenço e André saíram. Parecia uma competição entre qual deles parecia mais zangado. Ía perguntar como tinha corrido, mas a resposta era bem visível nas suas expressões.

Lourenço abanou a cabeça negativamente e continuou o seu caminho. André ficou connosco:

- Como vos correu?

Daniel recomeçou de novo a fazer de conta que chorava no meu ombro.

- Same! E a ti Laura?

- Eu acho que não foi muito mal, mas também não foi dos melhores que já fiz...

- Este teste foi uma treta.

- Diz-me isso a mim! - disse Daniel, sem levantar a cabeça.

Tocou e a porta abriu-se. Os nossos colegas começaram a sair, alguns parecia que tinham lágrimas nos olhos, outros nem sequer olhavam na nossa direção. 

De forma muito resumida: o teste foi um fiasco para todos!

- Vamos! - disse Valentina com demasiada tristeza na sua voz. - Vamos porque nós precisamos de chocolate!

Caminhavamos em diração ao bar, cada um de nós mais triste e frustrado do que o outro. Ao virarmos a esquina, Mateus apareceu ao meu lado:

- Como correu? - perguntou.

- Certamente não pior que a vocês... E a ti?

A sua reação foi muito parecida à reação de Lourenço quando saíu da sala, só não fugiu.

- O próximo corre melhor, vá, anima-te!

Mateus segurou a minha mão e puxou-me mais para ele. A sua expressão ficou subitamente tensa e fria. O seu olhar fixava algo atrás de mim.

Miguel estava encostado à parede. Ignorava completamente Mateus, o seu olhar frio fixava-me com a mesmo expressão com que ele costumava olhar quando bebia: como se eu não fosse nada, além de uma simples distração. O seu olhar deixou o meu e fixou-se em algo à minha frente, ou alguém, aliás. Valentina olhava-o quase com tanta frieza com que ele olhava para mim, mas para ela ele olhava, de cima a baixo, com desdem.

- Valentina, deixa-o.

- Nojento. NOJENTO.

- Valentina! 

* * * * * * *

O dia passou rapidamente. Aposto que nunca fomos tão produtivas na aula de educação física como hoje, e como resultado, estavamos bastante cansadas.

- Tenho de ligar à minha mãe e prepará-la para a nota miserável que vou ter.

À volta da mesa as várias cabeças acenaram afirmativamente.

- Vocês são tão negativos... É só o primeiro teste, ainda têm mais quatro, ainda podem melhora! - disse, tanto animá-los.

- Sim, mas no próximo já cá não estás...

O que tinha sido uma tentativa para os alegrar tornou-se em algo bastante deprimente.

- Por causa daquele... daquele... ele é que devia ir embora não tu! - Valentina não conteve as suas emoções. - Eles não percebem que estamos todos em perigo!

Lourenço olhou-a com uma das sobrancelhas levantadas:

- Porquê? Eu pensei que ele só queria a Laura...

- Ele olhou para a Val com uns olhos hoje...

David e a sua incapacidade de manter a língua na boca...

- Ele fez O QUÊ?! - os seus olhos fixavam os de Val. - Porque é que eu não soube disto?

- Por essa mesma razão! Olha para ti! Parece que estás pronto para lhe partir o nariz!

- Podes crer que estou!

Sem mais uma única palavra levantou-se da mesa. Todos fizeram o mesmo para o parar, mas quando estava a afastar-me, uma mão agarrou o meu braço.

- Tu não. - disse Mateus.

- Podes crer que sim!

 

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This is trashy! 

Boas entradas!

Para 2017...

Costumava odiar resoluções de ano novo! As nossas vidas são imprevisíveis, somos tão imprevisíveis, a qualquer momento as coisas podem mudar, nós podemos mudar e depois ficamos com aquela sensação de que deixamos coisas por fazer!

Em 2015 tinha apenas UMA resolução (e uma resolução sh*tty), que não foi cumprida... E em 2016 fui preguiçosa e mandei as resoluções às couves! 2016 foi um ano tão deprimente, senti-me tão desorientada, literalmente ao sabor do vento, e um ao-sabor-do-vento mau, que deitei as culpas todas no facto de ter sido uma conformista e cética.

Basicamente 2016 foi o ano em que me apercebi que se não tiver um objetivo, sou incapaz de fazer coisas.

Para 2017, vou apostar novamente nas resoluções e fazer figas para que a os odds estejam a meu favor.

A primeira, que, por enquanto está a correr bem, é deixar a minha descrença de lado. Para o caso de alguns dos meus colegas estarem a ler isto, o que eu hightly duvido, não, não vou deixar de não acreditar em fantasmas e espíritos, não! Deixem-me ser feliz na minha ignorância! 

An entire sea of water can't sink a ship unless it gets inside the ship. Similarly, the negativity of the world can't put you down unless you allow it to get inside you.

Positividade. Aquilo vai ser um dos meus lemas para 2017! Já me disseram que ser realista é mais saudável, mas em relação a isso eu também sou cética. Vivo rodeada de pessoas negativas, em 2017 vou trabalhar para manter essa negatividade fora do meu alcance. Só positividade.

Aconselho a seguirem este passo, especialmente a uma pessoa, Mi, não és tu.......... 

Amor-próprio! Muitas pessoas têm, não tão subtilmente, sugerido que 2017 será o ano em que ''me caso''; é por isso que eu gosto dos meus amigos, eles estão mais importados com a minha love-life do que eu, e também não percebem que eu não quero uma love-life neste momento! I'm good dudes!

Criar mais arte, ainda que seja trashy. Vou pegar no Destrói Este Diário novamente, vou dar mais atenção e carinho à Laura Palmer e, acima de tudo, se tiver uma ideia a meio da noite, a meio de uma aula ou seja onde for, I'll get my ass up and go write it down! Vou ler, pelo menos, 15 livros e ver aquelas séries com muitas temporadas de que tenho medo e aqueles filmes, como Star Wars, que têm imensos capítulos!

Em relação à minha pessoa, um espécime com que é extremamente difícil de lidar por ter uma forma muito estranha de pensar, vou começar a fazer as coisas porque eu quero, não porque isso fará outras pessoas felizes. Adoro fazer as outras pessoas felizes, mas, às vezes, fazer as outras pessoas felizes não me faz feliz a mim. E vou defender as causas a que me associo com unhas e dentes, por isso aconselho indiretamente a não dizerem que os gays são feios perto de mim, e @ sexista(s) que conheço, agora é que eu vou ser ''má''. 

Ainda me resta uma, provavelmente uma das resoluções mais difíceis de cumprir: em 2017 vou comer mais legumes, porque senão batem-me! Mas vou continuar a comer as crepes, a massa e a beber leite como uma maluca, podem guardar as vossas indiretas I hope you choke on them!

Tenho muitas, para quem nunca gostou de resoluções, mas hei-de cumpri-las!

Espero que 2017 seja melhor, muito melhor, muito, muito, muito melhor do que 2016, porque senão we might as well preparar-nos para o fim do mundo!

 

Boas entradas 

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