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Vamos atirar uma bomba ao destino

Não somos de nos contentar com o que o destino reserva para nós. Sonhamos alto e frequentemente caminhamos fora da estrada.

Como explicamos a alguém que precisamos de recarregar?

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Gosto da minha casa.

Está mais fresco dentro de minha casa do que na rua.

Tenho em casa a comida que quero comer.

Tenho nela tudo o que me pertence e que preciso.

A maioria das vezes não há pessoas em minha casa (exceto os meus pais, mas esses não contam neste caso).

Mas ao contrário do que muitos pensam, eu não passo tanto tempo em casa porque gosto imenso de estar em casa.

Há os extrovertidos e os introvertidos, e depois há todos aqueles no meio, como um espectro.

Considero, num auto-diagnóstico, que estou no extremo do extremo direito: sou muito introvertida.

Durante grande parte da minha vida as pessoas diziam que eu era envergonhada, eu acreditava e indicava a timidez como algo que me identificava. Um dia (lembrou-me perfeitamente desse dia) alguém me disse “És introvertida, não és?” Na altura, e durante muito tempo, acreditei que ser tímida e ser introvertida era a mesma coisa, mas depois, um dia, por acaso, descobri que não!

Timidez é ter medo de pessoas por nos sentirmos inseguros ou por sofrermos de ansiedade social. Ainda que esteja constantemente a fazer referência à minha ansiedade social na brincadeira, ela nunca foi diagnosticada, por tanto este não é o caso. Mas estar com muitas pessoas durante muito tempo deixa-me exausta. E preciso de algum tempo sozinha para me ''recarregar''.

Mas grande parte das pessoas não percebe isto.

Se têm um amigo introvertido, por amor a todos os santinhos, não os pressionem a saírem sempre que vos apetece e se eles disserem não, por amor a todos os diabinhos, não os façam sentir como se eles fossem uma seca e as piores pessoas do mundo por não se querem divertir com vocês. Até porque esse não é o caso, garanto-vos!

Nós amamos-vos e agradecemos do fundo do coração que se tenham lembrado de nós para aquela festa fixe ou uma (outra) ida à piscina/praia, mas não vai dar, hoje não: muitas pessoas, uma elevada possibilidade de encontrar pessoas conhecidas (e o terrível terror do “olá” “olá” “tudo bem?” “Tudo e contigo?” “Também” *grilos* *mais grilos* “vá, tchau” “adeus”, também conhecido como small talk), a exorbitante quantidade de possibilidades que as coisas podem correr mal e eu estou a 12%.

Cada vez que me convidam para sair e eu recuso, tenho a minha mãe a perguntar porquê e se está tudo bem e o meu pai a pôr a minha recusa nos termos “ficou a guardar o convento.”

É cansativo porque nós não saímos porque sabemos que se saírmos pode não correr bem, posso estragar a festa e não quero, então vocês vão à vossa saída e eu fico em casa e ficamos todos felizes. E da próxima vez saímos todos outra vez.

Por favor, entendam o lado dos introvertidos, somos sensíveis.

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Um dia com a Jé

Ás vezes parece, mas não é muito fácil ser Jéssica!

Estamos quase no fim, mas enquanto chegamos e não, a rotina continua a mesma, monótona, repetitiva e já cheia de bolor!

 

O dia começa sempre à mesma hora. Bem, pelo menos o despertador toca todos os dias à mesma hora, 7 da manhã em ponto. Ele toca, eu desligo-o e fico deitada na cama a aproveitar os últimos minutos de céu, enquanto me arrependo de ter ficado a ler até tão tarde na noite anterior! É tão difícil deixar aqueles suaves para trás...

Depois vem uma das partes mais difíceis do dia: escolher o que vestir! Abro o guarda-roupa, abro o gavetão e abro a janela para ver o tempo que me espera fora do conforto do meu quadro. Há dias em que nem é muito dificil, acabei de acordar, mal abri os olhos, ainda não tomei o meu café, acabo por vestir a primeira coisa com que me sinto confortável!

Sigo para a casa de banho e quase me assunto quando me olho ao espelho! Penteio pacientemente o meu cabelo tentando resistir à vontade de o cortar de uma vez! Água fria para acordar e as lentes, sem as quais não me iria safar!

Sigo para a cozinha para finalmente atender aos desejos do meu estômago.

PEQUENO- ALMOÇO HEEHEEYYYY!! 

Cereais com leite ou café com torradas (e por vezes sem também porque eu sou perguiçosa) são a minha eleição e aquilo que vou comer depende do tempo, da vontade e da pergiça que disponho!

Já com o estômago no lugar e os dentes lavados, falta-me o crucial: cremes! Porque eu sou uma adolescente, e toda a gente sabe que as borbulhas adoram os adolecentes, mas eu não as adoro a elas, então gasto 3 minutos da minha preciosa manhã a por um número infindável de cremes na minha cara! Shame, podia ter dormido esses 3 minutos!

Tudo pronto, falta o autocarro! Geralmente sobre-me tempo, então dou mais uma vista de olhos na mochila, revejo a matério do teste ou faço check nas redes sociais.

Por volta das 7h55 o autocarro chega. Saio de casa deixando ainda nas suas confortáveis camas o resto da família.

Headphones: Check!
Lazyness: Check!
Tears: Check!

Cerca de 15 minutos depois, após 3 paragens e comm mais 18 garotos à minha volta chegamos à escola! Pela frente ainda tenho um longo caminho com dois lances de escadas antes de chegar até à Mariana! Isto. Todos. Os. Dias. Ninguém merece!

A campainha toca ás 8h30 e o inferno começa! Os corredores apinham-se de baratas cada qual em seu sentido, muitos gitam para se despedirem dos seus amigos para chegarem às salas a que estão destinados. Para pessoas baixas eu aconcelho, sigam alguém alto, é a única meneira de não ser esmagada pela multidão!

Depois de levar uns empurrões, de bater num sem número de pessoas, de quase ser atropelada pelos garotos que, de alguma maneira desconhecida, têm energia para correr logo  de manhã e de ser pisada uma centena de vezes, lá chego ao lugar que me é destinado que ou é o ginásio, a sala 21, a sala 23 ou a sala 13 dependo do dia da semana, sendo que, para chegar à sala 13, mais dois lances de escadas me esperam... Eu realmente odeio escadas!

90 minutos de Ed. Física, Inglês, História ou MACS (uma vez mais, dependendo do dia) ocupam o meu primeiro bloco, Ed. Física para reclamar, História para tentar não dormir, MACS é uma galhofa e Inglês é a única que escapa, adroro Inlgês! Saímos ás 10h e temos 20 minutos para lanchar, reclamar, rir e voltamos ao marranço por mais 90 minutos que parecem demorar anos! Mais 10 minutinhos para combinar o almoço e lá vamos nós para o último bloco da manhã que, à exceção de terça, é sempre de 90 minutos.

Faltam 5 minutos para a campainha tocar, começamos todos a arrumar muito sorrateiramente. 13h30 e ouve-se por toda a escola, o tão esperado toque. Uma vez mais os corredores se apinhanham de alunos qque, com passadas largas ou mesmo a correr, se encaminham para o refeitório ou para a porta de saída. 3 séculos na fila de almoço e conseguimos finalmente entrar no espaço do refeitório; mais 2 séculos e conseguimos finalmente alcançar os tabuleiros. Pelo meio, morro de fome.

Gargalhadas e vozes ligeiramente acima do volume normal ouvem-se por todo o refeitório e na nossa mesa partilhamos o gossip, trocamos impressões, contamos as novidades e combinamos a tarde.

Ás 13h55 ouve-se outra vez a campainha, felizmente, nunca para mim, essa toca ás 14h45 e marca a entrada para o primeiro, e último, bloco da tarde.

Uma vez mais os corredores se enchem de baratas tontas, com vontade para tudo, menos de ir para as aulas! Geografia A na sala 23 às segundas, MACS na sala 29B às terças e Geografia A na sala 13 uma vez mais às quintas, são das piores aulas da semana. Ou quase que durmo, ou viajo por uma outra galáxia, fazendo umas visitinhas à Terra de quando a quando para não ser chamada à atenção!

O tão esperado toque acontece às 16h15! É a hora mais feliz para grande parte dos alunos, dado que, a partir desta hora, não há mais aulas.

Tenho a sorte de ser uma dessas felizardas praticamente todos os dias, exceto às quintas-feiras, as aulas de apoio a Geografia, História MACS ocupam o último bloco das minhas quintas-feiras, mas como são aulas opcionais, só as frequento em véspera de teste ou quando tenho dúvidas.

Com o toque dá-se a libertação dos escravos. O caminho de saída apinha-se de estudantes, uns sorriem porque acabou, outros suspiram porque durou! Todos os portõemportõem se abrem para deixarem os adolescentes demasiado aborrecidos com o longo dia passarem.

Mais uns 15 minutinhos de volta a casa, com a minha doce música enquanto organizo os planos para o resto do dia

18h20 o autocarro pára na minha rua e eu encaminho-me para casa para começar a pior parte do dia: vamos estudar...

Comer qualquer coisinha para enganar o estômago até ao jantar e começar a rever e a organizar a matéria para o dia seguinte, para o teste... O desespero toma conta de mim, já não aguento ver tanta letra... 9h e meia naquele buraco do inferno, chego a casa e tenho voltar! Costumo resmungar de mim para comigo!

Jantar, acabar os tpc, preparar a mochila, um pouco de TV e vamos para a caminha.

Mas como eu sou a Jéssica e a Jéssica é incapaz de fazer tudo certo, eu tinha de fazer uma asneirinha...

Já deitada (ou sentada) na minha confortável cama, deixo-me cair nos braços do meu vício! O livro da mesinha de cabeceira, ou p infindável número de histórias que esperam por mim no Wattpad ganham o meu coração e eu vou embalada nos seus braços pela noite dentro...

No dia seguinte de manhã custa...

pois custa, Jéssica...

 

 

por favor, não digam à minha mãe...