Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vamos atirar uma bomba ao destino

Não somos de nos contentar com o que o destino reserva para nós. Sonhamos alto e frequentemente caminhamos fora da estrada.

Os MEUS, os SEUS, os TEUS, os NOSSOS direitos. Direitos Humanos.

tumblr_ohytld5k5n1vcagbwo1_540.jpg

 

A ideia dos direitos humanos é que cada um de nós, independentemente de quem somos ou de onde nascemos, tenha direito aos mesmos direitos e liberdades fundamentais. Não são privilégios e não podem ser concedidos ou revogados. Eles são inalienáveis e universais.
A história por trás do conceito de direitos humanos é longa, mas uma das mais modernas afirmações de direitos humanos universais surgiu após as atrocidades cometidas na Segunda Guerra Mundial com a criação das Nações Unidas. O tratado que estabeleceu a ONU dá como um dos seus propósitos "reafirmar a fé nos direitos humanos fundamentais" e com o mesmo espírito, em 1948, a Assembleia Geral da ONU adotou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Nas últimas décadas, a Lei Internacional dos Direitos Humanos tem crescido, aprofundando e expandindo a nossa compreensão sobre o que são os direitos humanos e como protegê-los.
Então, se esses princípios estão tão bem desenvolvidos, então por que os direitos humanos são abusados e ignorados em todo o mundo?

Não tenho resposta a esta nem a tantas outras questões, mas ainda que tivesse de pouco ou nada me satisfariam porque, na minha opinião, o problema de se continuar a desrespeitar os direitos humanos está em nós, os usuários destes, que não os respeitamos e fazemos respeitar. Grande parte de nós desconhece a Declaração Universal dos Direitos Humanos, como surgiram e até mesmo o que é a ONU. (Sim, tive a noção deste facto há poucos dias.)

Bem, se eu não sei o que é uma escova de dentes não a uso, pois desconheço por completo a sua utilidade, mas até mesmo conhecendo, por vezes, tenho preguiçada de lavar os dentes… O mesmo acontece com os direitos humanos, primeiro tenho que saber o que são, saber como surgiram e depois é indispensável adotar uma opinião critica acerca do mundo, procurando estar informado. A preguiça domina-se com persistência e acima de tudo coragem, para prevenir e combater, quando surgem, as cáries.

Será que o que acontece no médio oriente, não me pode afetar a mim? Será que eu sei que na minha família, na minha comunidade, no espaço em que habito, não há violação dos direitos humanos? E se fosse eu? E se fosse comigo…?  

O mundo precisa que sejamos empáticos, observadores e ativos! Obrigados aqueles e aquelas que lutam por manter a paz, por proteger e salvaguardar os meus direitos, os seus direitos, os teus direitos, os direitos humanos.

Para terminar, peço ouças o Secretário-Geral que, neste dia tão importante para nós, deixa uma mensagem de paz e apela à ação. O respeito pelos direitos humanos é imprescindível para o desenvolvimento e a paz.

 

 

   Eu defendo os direitos humanos e tu?                 

                                                       

 

Porque nos precisamos de preocupar com o que se está a passar na Venezuela?

Eu literalmente já não sei como explicar a esta gente que se deviam preocupar com as outras pessoas, mas tendo em conta que este argumento não está a resultar, fui obrigada a procurar outros.

A Venezuela encontra-se numa situação instável há bastante tempo. Após 40 anós com um governo dito tradicional, Hugo Cháves foi eleito presidente em 1999 e manteve-se no poder até 2013. Sucedeu-lhe Maduro que têm recusado todos os pedidos de reeleição. Desde 2014 até hoje, a Venezuela vive uma situação caótica, com protestos constantes, grande parte devido à falta de alimentos e bens básicos, como medicamentos, à crise económica e devido à opressão feita aos opositores do governo.

Recentemente, no último domingo mais propriamente, decorreu a eleição proposta por Maduro para nomear uma Assembleia Nacional Constituiente que redijirá uma nova Constituição que deverá dar mais poderes ao presidente.

Segundo notificação do governo, eles ganharam a eleição com 8 milhões de votos, no entanto é defendido pelos opositores que a eleição foi uma fraude, que acusam o governo de usar informação de pessoas mortas para obter mais votos.

Pelo menos dez países recusam-se a aceitar esta eleição. Organizações condenam-na e toda a repressão feita pelo governo. Centenas de pessoas morreram nos últmos meses.

Mas o pior está para começar.

Com mais poderes, nada impedirá Maduro de submeter a Venezuela a um governo autoritário implacável com os opositores. Não é novidade, a História repete-se, vimos a mesma coisa acontecer com Estalin, Hitler ou Salazar.

A Venezuela tornárn-se-á um país inteiramente comunista, uma autêntica ditadura.

O governo terá o total controlo da média internacional e nacional, ou seja, os cidadãos saberão apenas o que o governo quera que eles saibam (como a Coreia do Norte).

O acesso à internet será regulado pelo governo, a possibilidade da sua eliminiação não está descartada.

O governo passa a decidir o quê e a quantidade de comida as familias poderão consumir.

O presidente fai manter-se no controlo do país até à sua morte ou até decidir um sucessor. Não há votações. Não há democracia.

O governo vai controlar toda a propriedade privada, desde lojas às proprias casas das pessoas.

Claro que isto permite que eles despejem as pessoas das suas próprias casas ou que as obriguem a partilhar com outras famílias.

Podem usar o dinheiro das pessoas ou bloquear o que está em contas internacionais. Os cartões de crédito e débito não são premitidos.

Claro que não há a possibilidade falar contra governo, com a possibilidade de enfrentar pena de prisão ou mesmo pena de morte. Não existirá libredade de expressão.

Não existirá quaqluer respeito pelos direitos humanos.

Não existirá liberdade.

 

Estas pessoas só querem um futuro estável. Um governo que respeite os seus direitos.

A situação mundial está caótica, é importante que nos mantenhamos informados e, sempre que possível, que ajudemos como podemos.

E por favor, não daquelas pessoas que acham que só por não serem afetadas pela situação, esta já não é importante. É importante, são pessoas, têm direitos.

Como explicamos a alguém que precisamos de recarregar?

x

Gosto da minha casa.

Está mais fresco dentro de minha casa do que na rua.

Tenho em casa a comida que quero comer.

Tenho nela tudo o que me pertence e que preciso.

A maioria das vezes não há pessoas em minha casa (exceto os meus pais, mas esses não contam neste caso).

Mas ao contrário do que muitos pensam, eu não passo tanto tempo em casa porque gosto imenso de estar em casa.

Há os extrovertidos e os introvertidos, e depois há todos aqueles no meio, como um espectro.

Considero, num auto-diagnóstico, que estou no extremo do extremo direito: sou muito introvertida.

Durante grande parte da minha vida as pessoas diziam que eu era envergonhada, eu acreditava e indicava a timidez como algo que me identificava. Um dia (lembrou-me perfeitamente desse dia) alguém me disse “És introvertida, não és?” Na altura, e durante muito tempo, acreditei que ser tímida e ser introvertida era a mesma coisa, mas depois, um dia, por acaso, descobri que não!

Timidez é ter medo de pessoas por nos sentirmos inseguros ou por sofrermos de ansiedade social. Ainda que esteja constantemente a fazer referência à minha ansiedade social na brincadeira, ela nunca foi diagnosticada, por tanto este não é o caso. Mas estar com muitas pessoas durante muito tempo deixa-me exausta. E preciso de algum tempo sozinha para me ''recarregar''.

Mas grande parte das pessoas não percebe isto.

Se têm um amigo introvertido, por amor a todos os santinhos, não os pressionem a saírem sempre que vos apetece e se eles disserem não, por amor a todos os diabinhos, não os façam sentir como se eles fossem uma seca e as piores pessoas do mundo por não se querem divertir com vocês. Até porque esse não é o caso, garanto-vos!

Nós amamos-vos e agradecemos do fundo do coração que se tenham lembrado de nós para aquela festa fixe ou uma (outra) ida à piscina/praia, mas não vai dar, hoje não: muitas pessoas, uma elevada possibilidade de encontrar pessoas conhecidas (e o terrível terror do “olá” “olá” “tudo bem?” “Tudo e contigo?” “Também” *grilos* *mais grilos* “vá, tchau” “adeus”, também conhecido como small talk), a exorbitante quantidade de possibilidades que as coisas podem correr mal e eu estou a 12%.

Cada vez que me convidam para sair e eu recuso, tenho a minha mãe a perguntar porquê e se está tudo bem e o meu pai a pôr a minha recusa nos termos “ficou a guardar o convento.”

É cansativo porque nós não saímos porque sabemos que se saírmos pode não correr bem, posso estragar a festa e não quero, então vocês vão à vossa saída e eu fico em casa e ficamos todos felizes. E da próxima vez saímos todos outra vez.

Por favor, entendam o lado dos introvertidos, somos sensíveis.

x