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Vamos atirar uma bomba ao destino

Não somos de nos contentar com o que o destino reserva para nós. Sonhamos alto e frequentemente caminhamos fora da estrada.

Porque nos precisamos de preocupar com o que se está a passar na Venezuela?

Eu literalmente já não sei como explicar a esta gente que se deviam preocupar com as outras pessoas, mas tendo em conta que este argumento não está a resultar, fui obrigada a procurar outros.

A Venezuela encontra-se numa situação instável há bastante tempo. Após 40 anós com um governo dito tradicional, Hugo Cháves foi eleito presidente em 1999 e manteve-se no poder até 2013. Sucedeu-lhe Maduro que têm recusado todos os pedidos de reeleição. Desde 2014 até hoje, a Venezuela vive uma situação caótica, com protestos constantes, grande parte devido à falta de alimentos e bens básicos, como medicamentos, à crise económica e devido à opressão feita aos opositores do governo.

Recentemente, no último domingo mais propriamente, decorreu a eleição proposta por Maduro para nomear uma Assembleia Nacional Constituiente que redijirá uma nova Constituição que deverá dar mais poderes ao presidente.

Segundo notificação do governo, eles ganharam a eleição com 8 milhões de votos, no entanto é defendido pelos opositores que a eleição foi uma fraude, que acusam o governo de usar informação de pessoas mortas para obter mais votos.

Pelo menos dez países recusam-se a aceitar esta eleição. Organizações condenam-na e toda a repressão feita pelo governo. Centenas de pessoas morreram nos últmos meses.

Mas o pior está para começar.

Com mais poderes, nada impedirá Maduro de submeter a Venezuela a um governo autoritário implacável com os opositores. Não é novidade, a História repete-se, vimos a mesma coisa acontecer com Estalin, Hitler ou Salazar.

A Venezuela tornárn-se-á um país inteiramente comunista, uma autêntica ditadura.

O governo terá o total controlo da média internacional e nacional, ou seja, os cidadãos saberão apenas o que o governo quera que eles saibam (como a Coreia do Norte).

O acesso à internet será regulado pelo governo, a possibilidade da sua eliminiação não está descartada.

O governo passa a decidir o quê e a quantidade de comida as familias poderão consumir.

O presidente fai manter-se no controlo do país até à sua morte ou até decidir um sucessor. Não há votações. Não há democracia.

O governo vai controlar toda a propriedade privada, desde lojas às proprias casas das pessoas.

Claro que isto permite que eles despejem as pessoas das suas próprias casas ou que as obriguem a partilhar com outras famílias.

Podem usar o dinheiro das pessoas ou bloquear o que está em contas internacionais. Os cartões de crédito e débito não são premitidos.

Claro que não há a possibilidade falar contra governo, com a possibilidade de enfrentar pena de prisão ou mesmo pena de morte. Não existirá libredade de expressão.

Não existirá quaqluer respeito pelos direitos humanos.

Não existirá liberdade.

 

Estas pessoas só querem um futuro estável. Um governo que respeite os seus direitos.

A situação mundial está caótica, é importante que nos mantenhamos informados e, sempre que possível, que ajudemos como podemos.

E por favor, não daquelas pessoas que acham que só por não serem afetadas pela situação, esta já não é importante. É importante, são pessoas, têm direitos.

Misogyny Speech

O discurso anti-misógino que Julia Gillard deu a 8 de outubro de 2012 tornou-se um fenómeno global que captou a atenção do mundo, que vervilhou de raiva.

Julia Gillard foi a primeira mulher a ser eleita Primeira Ministra na Austrália e durante a sua carreira foi implacavelmente intimidada por políticos sexistas que consideravam que, sendo ela mulher, era incapaz de liderar.

Até que, um dia, Julia Gillard explodiu. 

O resultado foi o ''Misogyny Speech'', um discurso de quinze minutos considerado um dos pontos mais altos da história da política australiana onde Gillard se recusa a ouvir um ''sermão'' do líder da oposição, Tony Abbott, ele próprio um sexista e misógino, relativamente a esse tema.

O dicurso completo podem le-lo aqui, em inglês. Deixo-vos os primeiros três minutos, traduzido (dei o meu melhor! xd).

Muito obrigada porta-voz/vice-presidente(?) e eu oponho-me a proposta do líder da oposição. E ao fazê-lo eu digo ao líder da oposição que eu não vou ser repreendida sobre sexismo e misóginia por este homem. Nem hoje, nem nunca.

O líder da oposição diz que as pessoas que têm opiniões sexistas e que são misóginas não são apropriadas para altos cargos(?). Bem, eu espero que o líder da oposição tenha uma folha de papel e esteja a escrever a sua carta de demissão. Porque se ele quiser saber com o que é que a misoginia se parece na Austrália moderna, ele não precisa de um requerimento na Câmara dos Deputados, ele precisa de um espelho. É disso que ele precisa.

Vamos ver o duplo ponto de vista repulsivo que o líder da oposição, o duplo ponto de vista quando toca a misoginia e sexismo. Não é suposto levarmos a sério o facto do líder da oposição que disse, isto quando ele era ministro no último governo - não quando era estudante, não quando estava no secundário - quando era ministro ao serviço do último governo.

Ele disse, e passo a citar, numa discussão sobre as mulheres terem uma representação deficitária em instituições de poder na Austrália, o entrevistador era um homem chamado Stavros. O líder da oposição disse ''Se for verdade, Stavros, que os homens têm no geral mais poder que as mulheres, isso é uma coisa má?''

A discussão continua, e outra pessoa diz ''Eu quero que a minha filha tenha tantas oportunidades como o meu filho.'' Ao que o líder da oposição responde ''Sim, concordo completamente, mas e se os homens são psicologicamente e temperamentalmente  mais adaptados para exercer autoridade ou para tomar o comando?''

Numa outra discussão sobre o papel das mulheres na sociedade moderna, e outra pessoa a participar na discussão diz ''Eu acho que é muito difícil negar que existe uma representação deficitária das mulheres,'' ao que o líder da oposição responde, ''Mas agora, existe a suposição que isso é uma coisa má.''

Este é o homem de quem é suposto nós levarmos sermão sobre sexismo. E claro que há mais. Fiquei pessoalmente muito ofendida quando o líder da oposição disse, e cito, ''Aborto é a saída fácil.'' Fiquei pessoalmente muito ofendida por esse comentário. Disse isso em Março de 2004, sugiro que dê uma vista de olhos.

Também fiquei bastante ofendida em nome das mulheres da Austrália quando, no curso da sua campanha dos preços do carbono(?), o líder da oposição disse ''O que as donas de casa da Austrália precisam de perceber enquanto passam a roupa...'' Obrigado por esse retrato do papel das mulheres na Austrália moderna.

...

 

Julia tornou-se um ícone na Austrália e no mundo devido a este discurso. Estudantes memorizaram-no e gritavam-no pelas ruas e Hillary Clinton fez questão de conhecer Julia Gillard.

Pessoalmente, considero icónico!