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Vamos atirar uma bomba ao destino

Não somos de nos contentar com o que o destino reserva para nós. Sonhamos alto e frequentemente caminhamos fora da estrada.

uma história

estou destreinada, perdoem-me qualquer coisinha!

Desci a rua a passo apressado tentando não pisar os calcanhares dos que iam em passada turística, e esforçando-me imenso para não lhes praguejar aos ouvidos. Tendo em conta o tumulto em que se encontrava a minha alma, todos os que tiveram o azar de se cruzar no meu caminho foram, na verdade, muito sortudos, ouviram praguejar, mas dito entre dentes, e num murmúrio, pelo que nem foi reconhecido.

Enquanto descia a rua numa espécie de jogging (estava a correr mais do que estava a andar), continuava a amaldiçoar-me por me ter esquecido da única coisa de que não me podia esquecer. 

Oh não, não vale a pena escrever! Um lembre-te no telemóvel? Para quê? Eu lembro-me.

Lembro o raio! Nunca lembro porque carga de água havia de lembrar agora? 

Ainda por cima neste caso!

Com franqueza, sou uma idiota!

Virei no cruzamento da Avenida do Rei com a Rua Coastaline e depois de ignorar, a muito custo, um grupo de homens que começaram o seu ritual de serem completa e totalmente inconvenientes, entrei na florista.

Entrei mais a correr, ou talvez saltitar seja a expressão mais apropriada, do que propriamente a andar.

O rapaz de avental verde que estava atrás do balcão sorriu. "Bom dia, em qu-"

"Como é que eu digo," perguntei, pousando sonoramente uma nota de 50€ em cima do balcão "de uma forma passiva-agressiva, 'vai-te lixar' em flores?"

Muito rude da minha parte, mas irei ser mais rude se não estiver no escritório em 10 minutos com um ramo de flores.

O rapaz deu uma pequena gargalhada e os seus lábios finos formaram um sorriso, pequenas rugas surgiram nos cantos dos seus olhos azuis. Pareciam água. Algumas madeixas mais longas caíam-lhe sobre estes, como os ramos das árvores por vezes caem sobre lagos. 

"Ora bem... Isso pode depender, detalhes?"

TEMPO!!

"Basicamente, alguém foi promovido e vai casar. É o meu futuro chefe. Se fosse só por mim, a história era diferente, mas fiquei responsável pelo ramo do meu andar. Esqueci-me. Estou atrasada."

O rapaz ouviu-me atentamente, depois sorriu.

"Acho que tenho exatamente o que precisas. Segue-me."

Deu a volta ao balcão e dirigiu-se à entrada da loja, onde algumas flores brancas, muito pequenas e estranhas se amontoavam. "Tens as úlmárias, que simbolizam a inutilidade. São particularmente irritantes porque as floresinhas estão sempre a cair e vai encontra-las em todo os lado."

Sorri. Não só não me julga pela imaturidade como ainda coopera! Raro.

"... e os geraniums, a estupidez. Recomendo em vermelho, vingança e sangue, estás a ver..." Riu-se de si próprio, enquanto continuava a sua dança pela loja na recolha das flores que melhor representavam os meus sentimentos. "Depois, os lírios, se forem laranja, representam o ódio."

"Uma coroa de funeral desses era o ideal!"

O rapaz olhou para mim de sobrancelhas carregadas, mas com um sorriso brincalhão. "Um bocadinho exagerado, não?!"

Talvez fosse, mas eu não achava de todo... Quero dizer, não lhe tenho um ódio de morte, mas preferia que ele não tivesse de olhar para ele todos os dias!

Respondi-lhe abrindo muito os olhos e encolhendo os ombros, rondando sobre mim de forma a ficar de frente para o balcão e evitando o seu olhar.

"Também tenho cravos amarelos," continuou. "representam o desapontamento.''

''Não, não, os cravos não." Disse-lhe por cima do ombro.

Nunca esperei nada deles, para me desapontarem.

Talvez...

Talvez um deles me tenha, de facto, desapontado. Talvez, em algum momento, tenha esperado algo de uma dessas pessoas. Talvez tenha estado tão cega que acabei por ver aquilo que na realidade não existia, uma pessoa que não era ele. Vi exatamente aquilo que ele queria que eu visse e talvez seja por isso que hoje em dia existe este ódio. Dizem que é o sentimento mais próximo do amor.

"Mais alguma?" perguntei.

"Eh, sim, sim. As campainhas," disse, dando meia volta para ir buscar dois pés, como se me tivesse lido o pensamento. "a falsidade."

"Ótimo, ótimo. Levo isso tudo e muitas dessas." Olhei para o relógio, na esperança que o rapaz entende-se que estava com pressa sem ter de lhe dizer nada.

O rapaz organizou as flores e juntou-lhes algumas folhas, de forma a dar-lhes a forma de ramo. Tinha mãos ágeis, mas um toque leve, pelo que ficava tudo inteiro e no sitio. De vez em quando, olhava para mim pelo canto do olho e sorria um sorriso ténue e misterioso. 

"Muito ódio pelo recetor." observou.

Adorava conversar amigo, mas estou mesmo com pressa.

Abanei negativamente a cabeça, olhando para o relógio uma vez mais. "Só pouco amor."

O rapaz parecia estar numa luta interna entre perguntar algo mais e permanecer calado e quando terminou de fazer o enorme laço que segurava o ramo, parecia que já havia um vencedor na luta.

"Alguma mensagem especial?"

Calculei que não era aquilo que ele ponderava se diria ou não.

"Enh... Parabéns?!" 

Quer dizer, 'Vai para o Inferno' é pouco apropriado!

"E vai em nome de quem?"

"Os Colunistas."

Reflexivamente olhei para o relógio, e o meu coração saltou um batimento.

"Aqui est-"

"Muito obrigado!" Disse, tirando o ramo das mãos do rapaz de uma forma um pouco rude e encaminhando-me para a saída. "Podes ficar com o troco."

O rapaz, que foi apanhado de surpresa pela minha saída tão rápida como a minha entrada, demorou dois segundos a reagir.

"M-mas é demasiado."

"Então vais ter um excelente almoço. Tchau!"

Subi a rua tão depressa que não vi ninguém. Claro que quando entrei no belo prédio (pena as pessoas lá dentro não serem tão belas!) estava a afogar-me em suor.

"Onde raio te meteste?" perguntou Vitória, surgindo da direita. "Já começaram a entregar, estas atrasada!"

"Não podes correr com saltos, não sabes a regra?!" Disse, entregando-lhe o ramo. "Eu fui busca-lo, tu entrega-lo."

"Bem giro!" Oh, mas o seu significado é bem mais lindo. " Mas não, nós combinamos que eras tu."

Eles combinaram, convenientemente, quando eu não estava presente!

Subi as escadas, chamando a mim toda a força dos deuses e arranjei o melhor sorriso que consegui.

"Parabéns meus queridos, muitas felicidades, muitas crianças, muito milho. Cuidado com os herpes. Vivam felizes para sempre." Atirei com o ramo para os braços dele e segui caminho antes de dizer algo pior. 

 

TO BE CONTINUED...

 

baseado em x

Dia Internacional da Rapariga

Hoje, 10 de Outubro, celebra-se o Dia Internacional da Rapariga. Celebra-se desde 2012, e tem como objetivo chamar a atenção relativamente às necessidades e aos desafios que as raparigas enfrentam, ao mesmo tempo que promove o ''empowerment'' das raparigas e o respeito pelos seus direitos humanos.

 

#FREEDOMFORGIRLS porque todos temos DIREITOS

Infelizmente, em pleno século XXI, raparigas e rapazes ainda não são adquiriram um estatuto similar, e estas disparidades aumentam conforme o nível de subdesenvolvimento dos países (não somos surpreendidos pelas notícias de crianças que casam com homens com o dobro ou triplo da sua idade). 

Raparigas adolescentes têm o direito a ter uma vida segura, educada e saudável, não apenas durantes este período de formação, mas também à medida que amadurecem e se tornam mulheres. Se efetivamente apoiadas durante o período da adolescência, raparigas têm o potêncial de mudar o mundo - tanto como as ''empowered'' raparigas de hoje como as trabalhadoras, mães, empresárias, mentoras, lideres domésticas e líderes políticas.

ONU

Neste dia, dedicado às meninas, vamos pensar nos milhões de raparigas por todo o mundo que não têm direito à educação; que, com 14 anos, já estão divorciadas; que não chegam a nascer, porque são raparigas; que são abusadas diáriamente; que não conhecem a liberdade.

O que é que #FREEDOMFORGIRLS significa para vocês?

 

(des)atualidade

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Quando algo se podia tornar uma mais valia, mas sofre um volta enorme e dá lixo.

 

Há homossexuais que se sentem bem como são.

Há pessoas confusas quanto à sua orientação sexual que procuram ajuda profissional. Perfeitamente normal.

Certamente também haverá as que são homossexuais, mas não o aceitam e, quem sabe até, sejam um pouco ''homofóbicas''.

Penso que a lei seria uma mais valia se o objtivo fosse ajudar as pessoas que procuram os psicólogos a ''encontrarem um rumo'', a aceitarem-se. Mas tratar a homossexualidade como se fosse uma doença mental é um ataque aos indivíduos homossexuais e aos seus direitos básicos.

Do outro lado do mundo, a Autrália também vai em breve a votos relativamente ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, e as campanhas entre 'sim' e 'não' também andam acessas.

 

Estamos no século XXI, porque é tão mau ser-mos verdadeiros e nós mesmos?

Pessoalmente considero que este tipo de assuntos não devia ser debatido. O facto de eu ser homossexual e querer casar com a mulher que eu amo não afeta ninguém, porque é que tem de ir um país inteiro votar se eu posso fazê-lo ou não? Porque é que o facto de um homem gostar de homens tem de ser visto como uma doença? 

Recebo sempre a mesma resposta: ''Ah, porque isso não é certo!'' Sabes o que não é certo Angélica? Não é certo meteres o nariz na minha vida privada. Não estamos no século XIV e eu não sou a filha do rei de França que precisa de casar com o príncipe certo por causa das relações diplomáticas, por isso eu caso com quem eu quiser. Ou não caso de todo!

Deixem as pessoas viver as suas vidas em paz. Amén.